Soberania não é ideologia: é dever de quem se diz patriota
Manter um país como o Brasil soberano não é tarefa simples para qualquer presidente. Trata-se de um desafio permanente, que exige equilíbrio entre interesses econômicos, diplomáticos e, sobretudo, o respeito à vontade popular. No entanto, essa tarefa se torna ainda mais difícil quando parte dos próprios brasileiros relativiza a soberania nacional e demonstra verdadeira adoração por potências estrangeiras, especialmente os Estados Unidos.
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É contraditório observar que muitos dos que se autodenominam “patriotas” não hesitam em defender a submissão do Brasil a interesses externos. Em nome de uma suposta eficiência, moralidade ou alinhamento ideológico, aceitam com naturalidade a ideia de que decisões estratégicas do país sejam tuteladas por governos estrangeiros. Patriotismo, porém, não se mede por bandeiras agitadas ou slogans repetidos, mas pela defesa concreta da autonomia nacional.
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Soberania não significa isolamento, hostilidade ou rejeição a parcerias internacionais. Ao contrário, relações diplomáticas e comerciais fortes são essenciais em um mundo globalizado. O que não se pode confundir é cooperação com submissão. Um país soberano negocia de igual para igual, preserva seus interesses e decide seu destino sem se ajoelhar diante de ninguém.
A história mostra que nações que abriram mão de sua autonomia política e econômica pagaram um preço alto, seja em desigualdade, dependência crônica ou instabilidade social. Defender a soberania brasileira é defender a capacidade do país de escolher seus próprios caminhos, errar e acertar por conta própria, sem tutela externa.
O Brasil não precisa ser colônia de ninguém para prosperar. Precisa, isso sim, de cidadãos críticos, conscientes e verdadeiramente comprometidos com o interesse nacional. Patriotismo não é bater continência para outra bandeira. Patriotismo é manter a cabeça erguida, os pés no chão e a soberania intacta.
OBS.: A imagem da manchete não é real; é apenas ilustrativa.


