Terceirizar ou contratar: o que deve prevalecer na gestão pública?

Terceirizar ou contratar: o que deve prevalecer na gestão pública?

A discussão sobre terceirização de serviços públicos costuma ser marcada por paixões ideológicas, quando, na prática, deveria ser guiada por um critério simples e objetivo: o interesse da população. Para o cidadão, pouco importa se o serviço é prestado por servidores concursados ou por uma empresa terceirizada. O que realmente conta é se o serviço funciona, tem qualidade e atende à demanda.

A contratação direta de profissionais da área é, em tese, o modelo ideal. Valoriza o serviço público, garante estabilidade institucional e preserva o caráter permanente do Estado. No entanto, essa lógica se rompe quando há setores em que servidores não desempenham suas funções de forma adequada, quando a eficiência se perde em disputas corporativas, pressões sindicais ou práticas de lobby que acabam paralisando o serviço. Nesse cenário, quem paga a conta é sempre o mesmo: o cidadão.

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Quando a máquina pública se mostra incapaz de responder com agilidade e qualidade, a terceirização passa a ser uma ferramenta legítima, desde que cercada de critérios claros, fiscalização rigorosa e foco absoluto no resultado. Não se trata de demonizar o servidor público, mas de reconhecer que a gestão não pode ficar refém de uma categoria nem de interesses internos que se sobreponham ao bem coletivo.

Um exemplo concreto de que soluções flexíveis podem funcionar vem de Maringá, com a política de compra de vagas em escolas particulares para suprir a falta de vagas na rede municipal. A medida respondeu rapidamente à demanda, evitou que crianças ficassem fora da escola e mostrou que o poder público pode e deve buscar alternativas eficientes quando a estrutura própria não dá conta. Mais do que uma solução emergencial, tornou-se um modelo que se adapta conforme a necessidade da população.

O que não pode acontecer, em hipótese alguma, é a população ficar refém. Refém de uma empresa que monopoliza um serviço essencial, sem concorrência ou controle, ou refém de uma corporação que usa sua força política para impor interesses próprios em detrimento do atendimento ao público. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: serviço precário e prejuízo social.

Encontro de fuscas

A boa gestão pública exige pragmatismo. Terceirizar não é um fim em si mesmo, assim como contratar servidores não é garantia automática de eficiência. O caminho está no equilíbrio, na transparência e na avaliação constante dos resultados. Se o serviço é bem prestado, fiscalizado e atende quem mais precisa, o modelo adotado cumpre sua função. O resto é discurso que não enche prato, não educa criança e não resolve o problema de quem depende do poder público todos os dias.

Redação O Diário de Maringá

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