Recado de Barbacena para Maringá: cidade encanta, mas aeroporto decepciona

Recado de Barbacena para Maringá: cidade encanta, mas aeroporto decepciona

Uma passageira que esteve recentemente na cidade de Maringá relatou ter permanecido mais de 12 horas retida no aeroporto, em razão de uma suposta falha da companhia aérea responsável pelo voo. O episódio, segundo especialistas em direito do consumidor, pode gerar obrigação de indenização, caso fique comprovado atraso excessivo sem assistência adequada.

Além do transtorno com o voo, a passageira, identificada como Laís, natural de Barbacena (MG), fez um relato crítico sobre a estrutura e a manutenção do terminal, destacando que o estado do aeroporto não condiz com a imagem da cidade.

Em depoimento espontâneo, Laís afirmou ter se surpreendido positivamente com Maringá, elogiando a limpeza urbana, a receptividade da população e a organização do município. No entanto, a avaliação muda ao tratar do aeroporto:

“A cidade é muito bonita, limpa, organizada, as pessoas são maravilhosas. Mas o aeroporto não combina com essa cidade. Está desleixado, esquecido.”

Entre os problemas apontados estão bebedouros quebrados, banheiros sujos, suportes de papel higiênico soltos ou jogados no chão e praça de alimentação limitada, com apenas dois estabelecimentos. Segundo ela, embora preços elevados sejam comuns em aeroportos, os valores praticados estariam “fora da casinha”.

Laís também chamou atenção para o impacto da primeira impressão causada pelo terminal, sobretudo para passageiros em conexão ou de passagem rápida:

“Às vezes a pessoa só passa pelo aeroporto e essa é a imagem que fica da cidade.”

Possível indenização por atraso

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor e normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atrasos prolongados podem gerar direito à indenização, especialmente quando há falha operacional e ausência de assistência material adequada, como alimentação, acomodação ou reacomodação em outro voo.

Cada caso depende de análise específica, mas períodos superiores a quatro horas, sem solução efetiva, costumam ser considerados excessivos pela jurisprudência.

Responsabilidade pela infraestrutura

A crítica levantada pela passageira reacende o debate sobre gestão, manutenção e investimentos no terminal, cuja administração envolve o poder público e operadores responsáveis. O aeroporto, oficialmente denominado Aeroporto Regional de Maringá, é a principal porta de entrada aérea da cidade e influencia diretamente a percepção de visitantes, investidores e turistas.

Apesar das críticas à infraestrutura aeroportuária, Laís fez questão de reforçar o carinho pela cidade:

“Adorei Maringá. A cidade é maravilhosa. Só acho que as autoridades ou responsáveis pelo aeroporto deveriam olhar com mais cuidado.”

A reportagem deixa aberto o espaço para manifestação da administração do aeroporto e da companhia aérea envolvida no atraso.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

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