Denúncias apontam assédio, coação e prejuízo ao atendimento em unidade da Saúde de Maringá

Denúncias apontam assédio, coação e prejuízo ao atendimento em unidade da Saúde de Maringá

Segundo apuração da redação do O Diário de Maringá, existem diversas denúncias formais registradas contra o servidor Juliano Emilio de Souza, auxiliar de farmácia, protocoladas por meio do portal da Ouvidoria do Servidor (1550) e também encaminhadas à gestão da unidade de saúde onde ele atua. Apesar do volume e da suposta gravidade dos relatos, até o momento, supostamente, não teriam sido adotadas providências efetivas.

De acordo com que levantamos , as denúncias apontam condutas incompatíveis com o serviço público, envolvendo principalmente assédio moral contra colegas de trabalho, criação de ambiente hostil e conflitos constantes dentro da unidade. Servidores relatam que o comportamento atribuído ao denunciado teria gerado clima de medo, constrangimento e desgaste psicológico, afetando diretamente a rotina da equipe e, consequentemente, a qualidade do atendimento.

Denúncia aponta possível irregularidade funcional envolvendo servidor afastado da Saúde de Maringá

Entre os pontos mais graves coletados pela redação estão acusações infundadas contra agentes comunitários de saúde, além de ameaças recorrentes de supostas fiscalizações do Conselho Municipal de Saúde, órgão do qual o servidor não faz parte, segundo as apurações. Fontes também relataram episódios de coação de colegas durante o exercício de suas funções, inclusive em atividades externas.

A apuração também identificou denúncias de que o servidor teria negado ou dificultado a entrega de medicamentos, incluindo casos sensíveis como pacientes em tratamento de sífilis, entre eles gestantes , com a justificativa de que o paciente não pertenceria à área de abrangência da unidade. Segundo os relatos, essa conduta pode ter comprometido a continuidade do tratamento e colocado em risco a saúde dos usuários do serviço.

Outro aspecto levantado pela redação refere-se ao uso do ambiente de trabalho para produção e divulgação de vídeos e denúncias públicas, posteriormente veiculadas em programas de rádio e televisão, expondo a unidade, servidores e a administração municipal sem prévia verificação dos fatos. Essa prática, segundo fontes, teria provocado constrangimento e desgaste institucional.

Há ainda registros de descumprimento de normas internas, como uso inadequado de celular durante o expediente, resistência em acatar orientações da chefia imediata e a realização de atividades fora de sua competência funcional.

Diante do conjunto de denúncias, servidores consultados pela reportagem defendem que os fatos sejam formalmente apurados pela gestão municipal, com abertura de procedimento administrativo para verificação detalhada. Caso as irregularidades sejam comprovadas, a administração pública municipal deverá adotar as providências cabíveis, garantindo o devido processo legal e o direito de defesa do servidor, além da responsabilização adequada, se for o caso.

Profissionais da unidade afirmam que a situação se arrasta há meses e cobram transparência, apuração rigorosa e respostas institucionais, ressaltando que a adoção de medidas é fundamental para preservar o ambiente de trabalho e garantir a qualidade do atendimento à população.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

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