No Paraná é assim: um olho no peixe e outro no rato
Processos licitatórios que, juntos, somam R$ 59 milhões e tiveram como vencedora a Linea Tecnologia e Comunicação passaram a ser alvo de questionamentos por parte da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná. O ponto central da crítica é a baixa concorrência: em cada disputa, apenas duas empresas participaram, com vitórias sucessivas da mesma fornecedora.
Outro elemento que acendeu o alerta é a relação societária envolvendo a empresa vencedora. A Linea tem como sócio Rodolfo de Souza Aires, que também participa de outro empreendimento ao lado de Gabriel Massa, irmão do governador Ratinho Junior. Para parlamentares da oposição, a combinação de vitórias recorrentes, reajustes de valores e concorrência restrita exige fiscalização rigorosa.
O deputado estadual Arilson Chiorato foi enfático ao cobrar esclarecimentos. Segundo ele, quando esses fatores aparecem simultaneamente, o dever do Parlamento é exigir transparência e responsabilidade. “Estamos falando de dinheiro público. A sociedade precisa saber como e por que esses contratos foram firmados”, afirmou.
Chiorato também classificou a situação como imoral do ponto de vista administrativo, reforçando que não se trata de acusação antecipada, mas de pedido formal de explicações e de controle institucional. “Queremos respostas claras do governo. Licitações precisam ser competitivas, íntegras e abertas ao escrutínio público”, disse.


