Capital humano ganha papel estratégico na logística
Apesar do crescimento de automação e IA na logística, a tecnologia não substitui capacidades humanas como tomada de decisão e adaptação a imprevistos, o fator humano continua sendo decisivo para a eficiência das operações logísticas no Brasil. Empresas do setor têm reforçado a qualificação de equipes, a gestão de pessoas e a humanização do atendimento para lidar com imprevistos, manter a qualidade dos serviços e fortalecer a confiança nas relações B2B, especialmente em um cenário de cadeias de suprimento cada vez mais complexas.
Nos últimos anos, a transformação digital ampliou o uso de tecnologias como rastreamento em tempo real, análise de dados e sistemas automatizados em centros de distribuição. Ainda assim, estudos sobre atendimento logístico destacam que a interação humana e a qualidade do atendimento influenciam diretamente a confiança e fidelização do cliente, fatores críticos para relações B2B.
Ainda assim, análises do setor destacam que a presença humana permanece essencial em diversos momentos da prestação do serviço, especialmente em operações de transporte de cargas sensíveis a prazo e a variáveis externas.
Na logística nacional B2B, a tomada de decisão diante de imprevistos, a interpretação de contextos específicos e o relacionamento direto com o cliente continuam dependendo da atuação de profissionais preparados. Nesse cenário, a humanização das atividades logísticas tem sido apontada como um elemento estratégico para fortalecer laços de confiança e garantir soluções adequadas às necessidades de cada operação.
A prestação de serviços de pessoa para pessoa atravessa toda a cadeia logística, do atendimento comercial ao financeiro, passando pela operação em campo, assim como acontece na Cargocenter. O bom senso, a sensibilidade e a flexibilidade humana são considerados atributos fundamentais para lidar com situações que não podem ser totalmente previstas por sistemas automatizados.
Segundo Michael Boff, diretor da Cargocenter:
"A maioria dos depoimentos que recebemos dos clientes a respeito de nossa performance é direcionada às nossas pessoas, inclusive citando o nome do colaborador que entregou a experiência ideal. Isso é um sintoma de que pessoas valorizam pessoas e que veículos, equipamentos e tecnologia não são tudo quando falamos de transporte de cargas."
Empresas que atuam no transporte de cargas têm buscado integrar tecnologia e capital humano de forma complementar. A Cargocenter, que opera no segmento de logística nacional B2B, valoriza o preparo humano como parte da experiência entregue ao cliente, especialmente em operações que exigem respostas rápidas e soluções customizadas.
O papel do motorista, por exemplo, é frequentemente destacado como decisivo na percepção do serviço. A atuação durante a coleta ou entrega, aliada à postura profissional e à capacidade de comunicação, contribui diretamente para a experiência do cliente e para a segurança da operação.
Empresas com cultura organizacional sólida, trilhas de carreira estruturadas e valorização do tempo de casa conseguem preservar conhecimento operacional e manter padrões elevados de atendimento ao longo do crescimento.
A Cargocenter, que vem ampliando sua estrutura operacional, também tem direcionado esforços para o desenvolvimento de profissionais em logística, priorizando a formação interna e a promoção de talentos, além de abrir espaço para jovens profissionais ingressarem no setor. Esse tipo de estratégia contribui para a consolidação de uma cultura forte, transmitida entre gerações de colaboradores.
Em um ambiente cada vez mais automatizado, a humanização das atividades logísticas não é vista como um contraponto à tecnologia, mas como um complemento necessário. O preparo humano continua sendo apontado como fator decisivo para garantir segurança, eficiência e soluções personalizadas quando imprevistos surgem ao longo da operação.



