É mentira que a Prefeitura de Maringá está instalando novos radares

É mentira  que a Prefeitura de Maringá está instalando novos radares

O problema não é o radar. É a irresponsabilidade no trânsito

A Prefeitura de Maringá foi clara: não está instalando novos radares de velocidade na cidade. Os equipamentos recentemente implantados em vias do município são câmeras de monitoramento do Governo do Estado, voltadas exclusivamente à segurança pública, e não à fiscalização de velocidade ou aplicação de multas.

Maringá está entre os 16 municípios paranaenses contemplados com essa tecnologia, que já foi implantada em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, somando mais de 346 câmeras, e agora avança para outras regiões como Ponta Grossa, Guarapuava e Londrina. O objetivo é ampliar a capacidade de atuação das forças de segurança, não arrecadar.

No que diz respeito aos radares de velocidade, o número permanece em 120 equipamentos, sem qualquer ampliação. Esses radares passam por rodízio de endereço a cada cerca de 90 dias, de forma estratégica, transparente e com caráter educativo, priorizando locais com maior registro de acidentes relacionados ao excesso de velocidade. Todos são devidamente sinalizados, conforme a legislação de trânsito vigente.

Diante desse cenário, é preciso afirmar com todas as letras: o problema não é o radar.
O problema é a falta de responsabilidade de parte dos motoristas.

Radar não pune quem dirige corretamente. Radar pune quem desrespeita a lei, quem excede a velocidade e quem transforma a via pública em risco constante. Não é uma questão ideológica, não é de direita nem de esquerda. É uma questão de respeito às regras e à vida. Quem não quer ser multado tem uma solução simples: respeitar o limite de velocidade.

A opinião da redação de O Diário de Maringá é clara: a velocidade de uma via deve ser respeitada em toda a sua extensão, e não apenas no ponto onde existe um radar. O motorista não pode reduzir apenas ao passar pelo equipamento e voltar a acelerar logo em seguida. A regra vale do começo ao fim da via.

Na avaliação da redação, bastaria que as vias estivessem devidamente sinalizadas com a velocidade máxima permitida. O cumprimento do limite deveria ser um ato de consciência e educação no trânsito, e não apenas uma reação ao medo da multa.

Quando essa responsabilidade não existe, o resultado é conhecido: leitos hospitalares lotados, equipes de emergência sobrecarregadas e, em casos mais graves, vidas perdidas por imprudência. São consequências de quem não respeita o próximo e, muitas vezes, não respeita nem a própria vida.

Transferir a culpa para o radar é ignorar o problema real. Enquanto houver motoristas que insistem em dirigir acima da lei, qualquer ferramenta de controle continuará sendo necessária. No trânsito, responsabilidade não é ideologia. É dever coletivo.

Redação O Diário de Maringá

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