Pesquisa de hoje aponta: Requião Filho vence todos os candidatos de Ratinho Junior e vai ao segundo turno
Pesquisas eleitorais não elegem ninguém, mas organizam o debate político. E os números divulgados nesta sexta-feira (30) pela Futura Inteligência, instituto de pesquisa da Apex Partners, cumprem exatamente esse papel ao apresentar 12 cenários distintos para a disputa pelo Governo do Paraná. Quando analisados em conjunto, os dados revelam um ponto central que não pode ser ignorado: Requião Filho é, neste momento, o único nome que aparece de forma consistente no segundo turno em todos os cenários testados.
Primeiro turno: Moro lidera, Requião consolida o segundo lugar
Nos quatro cenários de primeiro turno em que Sérgio Moro aparece como candidato, o desenho se repete com pouca variação. Moro lidera com índices entre 42% e 44,6%, enquanto Requião Filho ocupa isoladamente o segundo lugar, variando de 22,7% a 25,2%. Os demais nomes permanecem distantes, todos abaixo da casa dos 11%.
Não há empate técnico, nem fragmentação no segundo lugar. Os números indicam com clareza que Requião Filho é o único adversário eleitoralmente competitivo de Sérgio Moro no primeiro turno, segundo a própria pesquisa.
Vídeos feitos ao volante de influencer maringaense levantam alerta no trânsito
Sem Moro, o cenário muda — e o jogo se reabre
A Futura também testou um cenário sem Sérgio Moro. E aqui surge um dado politicamente decisivo: Requião Filho passa a liderar o primeiro turno, com 23,4% das intenções de voto, à frente de Álvaro Dias (18,9%). Chama atenção o fato de que o segundo “competidor” nesse cenário é o voto branco e nulo, com 19,1%.
Esse resultado aponta para dois fatores relevantes. Primeiro, a força eleitoral de Requião Filho não é circunstancial; ela se mantém mesmo na ausência do principal favorito. Segundo, a retirada de Moro reorganiza completamente o tabuleiro eleitoral do Paraná.
Segundo turno: o único adversário que derrota Requião é Moro
Os cenários de segundo turno reforçam essa leitura. Em um eventual embate entre Sérgio Moro e Requião Filho, o senador venceria com 58,9%, contra 31,3% do deputado do PDT. Moro também vence com ampla margem todos os demais nomes testados, alcançando mais de 60% contra Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca.
Até aqui, os dados são objetivos: Sérgio Moro, se candidato viável, é favorito absoluto.
A pergunta que emerge, no entanto, é inevitável: e se Moro não disputar?
Sem Moro, Requião vence todos os cenários de segundo turno
Nos cenários de segundo turno sem Sérgio Moro, a pesquisa é consistente. Requião Filho vence Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca, sempre liderando, mesmo em disputas com elevado índice de votos brancos e nulos.
Ou seja, quando Moro sai da equação, Requião Filho passa a ser o nome mais competitivo do tabuleiro, segundo os próprios dados da Futura Inteligência.
Rejeição alta, mas insuficiente para inviabilizar
A pesquisa também mede rejeição, e Requião Filho aparece como o mais rejeitado, com 35,7%. O dado, isoladamente, poderia sugerir fragilidade. No entanto, os cenários de segundo turno demonstram o contrário: mesmo com rejeição elevada, Requião vence todos os adversários testados na ausência de Moro.
A rejeição existe, mas não se traduz, neste momento, em inviabilidade eleitoral.
Um fator fora da planilha: quem está — e quem não está — em campanha
Há, porém, um elemento que a pesquisa não mede, mas que pesa no jogo real. Nem Sérgio Moro nem Requião Filho estão, até agora, plenamente em campanha. Ambos mantêm presença política e institucional, mas ainda não acionaram uma estratégia eleitoral explícita e estruturada.
Esse comportamento contrasta com o de outros atores do cenário, especialmente Guto Silva, que já ocupa espaço intenso na mídia, participa de inaugurações, agendas oficiais e anúncios de governo, numa exposição contínua típica de pré-campanha.
Ainda assim, essa presença ostensiva não se converte em desempenho eleitoral relevante, segundo os próprios números da pesquisa. Guto aparece distante no primeiro turno e perde todos os cenários de segundo turno testados.
Mais do que isso, o histórico recente recomenda cautela. Guto Silva já enfrentou dificuldades para viabilizar uma candidatura majoritária quando tentou disputar o Senado, apesar de ampla exposição institucional. Soma-se a isso o fato de que seu nome circula no debate público associado, ainda que de forma não judicializada, a controvérsias e episódios supostamente ligados à sua atuação, o que tende a dificultar a consolidação de uma candidatura ao governo.
O conjunto desses fatores reforça uma constatação básica da política paranaense: visibilidade não é sinônimo de viabilidade eleitoral.
A variável decisiva continua sendo Moro
Os dados da Futura permitem uma conclusão objetiva:
Se a eleição fosse hoje, o segundo turno seria entre Sérgio Moro e Requião Filho.
Se Moro não disputar, Requião Filho venceria todos os demais candidatos testados.
O que permanece em aberto não é o papel de Requião Filho — ele está claramente no centro do jogo —, mas sim a capacidade de Sérgio Moro transformar liderança nas pesquisas em candidatura efetivamente viável dentro do seu próprio campo partidário.
Essa resposta a pesquisa ainda não traz.
Mas, politicamente, o relógio já está correndo.
Dados da Pesquisa
A Futura Inteligência realizou 800 entrevistas telefônicas entre 24 e 27 de janeiro no Paraná. A sondagem tem margem de erro de 3,5 pontos e índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o número PR-08318/2026,
Veja a pesquisa completa no Porta da RIC aqui


