“Agora saem os quadrilheiros e entram aprendizes de estelionatários?”, questiona Jacovós sobre o pedágio
Na primeira reunião ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná em 2026, realizada nesta segunda-feira, o deputado estadual Delegado Jacovós (PL) fez um pronunciamento contundente contra o novo modelo de pedágio no estado. Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, o parlamentar afirmou que o Paraná corre o risco de voltar a ser penalizado por um sistema que, segundo ele, repete práticas abusivas do passado, agora por meio de pórticos eletrônicos que desrespeitam contratos, atingem moradores locais e levantam dúvidas jurídicas.
Ao relembrar o antigo sistema de concessões rodoviárias, que vigorou por 24 anos e terminou em 2021, o deputado foi direto ao classificar aquele período como marcado por corrupção. “Quadrilheiros tomavam conta das estradas do Paraná”, afirmou, ao sustentar que empresas envolvidas foram processadas e condenadas por corrupção em contratos anteriores. Para Jacovós, esse histórico explica a desconfiança da população diante do novo modelo de concessão.
Pórticos eletrônicos e impacto regional
O parlamentar criticou a instalação e a possível alteração da localização dos pórticos de pedágio eletrônico. Para ele, mudanças como antecipar ou recuar os pontos de cobrança ferem o que está previsto em contrato. Como exemplo, citou municípios como Marialva, Faxinal, Arapongas, Rolândia, Mandaguaçu e Nova Esperança. De acordo com Jacovós, moradores dessas cidades passarão a pagar pedágio mesmo utilizando pequenos trechos da rodovia ou apenas acessos locais, inclusive para chegar a propriedades rurais.
O deputado também destacou a situação da BR-376, lembrando que já existe uma praça de pedágio a cerca de 22 quilômetros do trevo de Mauá da Serra. Ele questionou a possibilidade de instalação de um novo ponto de cobrança na mesma rodovia, em uma distância considerada excessivamente curta, e defendeu explicações técnicas e legais claras.
Cobrança ao governo estadual
Durante o pronunciamento, Jacovós cobrou diretamente o governo do Paraná e ressaltou que o contrato da nova concessão ainda não foi assinado. Ele citou o grupo EPR como vencedor do leilão e defendeu que, antes da assinatura definitiva, o Executivo reveja pontos centrais do modelo. Na avaliação do deputado, ainda há tempo para corrigir distorções que podem gerar prejuízos a diversas regiões do estado.
Críticas ao governo federal
Em outro momento, o parlamentar voltou suas críticas ao governo federal e a integrantes do PT. Jacovós resgatou declarações feitas durante a campanha presidencial de 2022 e acusou Luiz Inácio Lula da Silva de ter prometido que o pedágio no Paraná não ultrapassaria cinco reais e que não haveria novas praças. Segundo ele, a instalação de novos pontos de cobrança ocorre justamente no atual governo federal, o que caracterizaria quebra de promessa eleitoral.
Para o deputado, por estar no comando do país, o governo federal teria condições políticas e administrativas de rever ou anular contratos que resultassem em prejuízo direto à população.
Questionamentos jurídicos
Outro ponto central do discurso foi a obrigatoriedade do uso de dispositivos eletrônicos, conhecidos como tags, para pagamento do pedágio. Jacovós questionou onde estaria previsto em lei que o cidadão é obrigado a instalar esse equipamento no veículo. Ele citou o artigo 146 do Código Penal, que trata do constrangimento ilegal, e mencionou a situação de idosos ou cidadãos sem cartão de crédito, que tradicionalmente pagam pedágio em dinheiro.
O deputado também alertou para o risco de multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro para quem não efetuar o pagamento eletrônico, questionando a legalidade de penalizar motoristas sem oferecer uma alternativa clara e acessível de pagamento.
Convocação à Comissão de Obras
Ao final do pronunciamento, Jacovós anunciou que irá protocolar requerimento para convocar representantes da concessionária à Comissão de Obras da Assembleia. O objetivo, segundo ele, é exigir explicações formais sobre a implantação dos pórticos eletrônicos e as mudanças previstas no sistema. O deputado concluiu afirmando que, se não houver correções, o novo modelo pode repetir práticas que, no passado, já causaram prejuízos profundos ao povo do Paraná.
O discurso marcou a abertura dos trabalhos legislativos de 2026 e indica que o tema do pedágio seguirá como um dos principais focos de debate político no estado.
Na primeira reunião ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná em 2026, realizada nesta segunda-feira, o deputado estadual Delegado Jacovós (PL) fez um pronunciamento contundente contra o novo modelo de pedágio no estado. Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, o parlamentar afirmou que o Paraná corre o risco de voltar a ser penalizado por um sistema que, segundo ele, repete práticas abusivas do passado, agora por meio de pórticos eletrônicos que desrespeitam contratos, atingem moradores locais e levantam dúvidas jurídicas.
Ao relembrar o antigo sistema de concessões rodoviárias, que vigorou por 24 anos e terminou em 2021, o deputado foi direto ao classificar aquele período como marcado por corrupção. “Quadrilheiros tomavam conta das estradas do Paraná”, afirmou, ao sustentar que empresas envolvidas foram processadas e condenadas por corrupção em contratos anteriores. Para Jacovós, esse histórico explica a desconfiança da população diante do novo modelo de concessão.
Pórticos eletrônicos e impacto regional
O parlamentar criticou a instalação e a possível alteração da localização dos pórticos de pedágio eletrônico. Para ele, mudanças como antecipar ou recuar os pontos de cobrança ferem o que está previsto em contrato. Como exemplo, citou municípios como Marialva, Faxinal, Arapongas, Rolândia, Mandaguaçu e Nova Esperança. De acordo com Jacovós, moradores dessas cidades passarão a pagar pedágio mesmo utilizando pequenos trechos da rodovia ou apenas acessos locais, inclusive para chegar a propriedades rurais.
O deputado também destacou a situação da BR-376, lembrando que já existe uma praça de pedágio a cerca de 22 quilômetros do trevo de Mauá da Serra. Ele questionou a possibilidade de instalação de um novo ponto de cobrança na mesma rodovia, em uma distância considerada excessivamente curta, e defendeu explicações técnicas e legais claras.
Cobrança ao governo estadual
Durante o pronunciamento, Jacovós cobrou diretamente o governo do Paraná e ressaltou que o contrato da nova concessão ainda não foi assinado. Ele citou o grupo EPR como vencedor do leilão e defendeu que, antes da assinatura definitiva, o Executivo reveja pontos centrais do modelo. Na avaliação do deputado, ainda há tempo para corrigir distorções que podem gerar prejuízos a diversas regiões do estado.
Críticas ao governo federal
Em outro momento, o parlamentar voltou suas críticas ao governo federal e a integrantes do PT. Jacovós resgatou declarações feitas durante a campanha presidencial de 2022 e acusou Luiz Inácio Lula da Silva de ter prometido que o pedágio no Paraná não ultrapassaria cinco reais e que não haveria novas praças. Segundo ele, a instalação de novos pontos de cobrança ocorre justamente no atual governo federal, o que caracterizaria quebra de promessa eleitoral.
Para o deputado, por estar no comando do país, o governo federal teria condições políticas e administrativas de rever ou anular contratos que resultassem em prejuízo direto à população.
Questionamentos jurídicos
Outro ponto central do discurso foi a obrigatoriedade do uso de dispositivos eletrônicos, conhecidos como tags, para pagamento do pedágio. Jacovós questionou onde estaria previsto em lei que o cidadão é obrigado a instalar esse equipamento no veículo. Ele citou o artigo 146 do Código Penal, que trata do constrangimento ilegal, e mencionou a situação de idosos ou cidadãos sem cartão de crédito, que tradicionalmente pagam pedágio em dinheiro.
O deputado também alertou para o risco de multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro para quem não efetuar o pagamento eletrônico, questionando a legalidade de penalizar motoristas sem oferecer uma alternativa clara e acessível de pagamento.
Para Jacovós, o governador deve reagir e não assinar o contrato. Veja como ele cobra uma atitude de Ratinho Junior:
Convocação à Comissão de Obras
Ao final do pronunciamento, Jacovós anunciou que irá protocolar requerimento para convocar representantes da concessionária à Comissão de Obras da Assembleia. O objetivo, segundo ele, é exigir explicações formais sobre a implantação dos pórticos eletrônicos e as mudanças previstas no sistema. O deputado concluiu afirmando que, se não houver correções, o novo modelo pode repetir práticas que, no passado, já causaram prejuízos profundos ao povo do Paraná.
O discurso marcou a abertura dos trabalhos legislativos de 2026 e indica que o tema do pedágio seguirá como um dos principais focos de debate político no estado.
Veja o que Lula prometeu como candidato sobre o pedágio no Paraná e não cumpriu após ser eleito:



