Caso Banco Master expõe rede política nacional e alcança pessoas próximas ao governo do Paraná”

Caso Banco Master expõe rede política nacional e alcança pessoas próximas ao governo do Paraná”

Durante sessão plenária realizada nesta terça-feira (03), na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição, rebateu tentativas de associar o escândalo envolvendo o Banco Master ao Governo Federal e ao Partido dos Trabalhadores. Segundo o parlamentar, há uma inversão deliberada dos fatos e uso político do caso.

“Não vou, de forma alguma, aceitar inversão dos fatos”, afirmou Arilson da tribuna. O deputado também é presidente estadual do PT no Paraná.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, é investigado pela Polícia Federal após a identificação de um rombo estimado em cerca de R$ 50 bilhões. A liquidação da instituição ocorreu em novembro do ano passado, depois que o Banco Central apontou falta de recursos em caixa para honrar compromissos financeiros.

De acordo com Arilson, o episódio demonstra o funcionamento institucional do Estado sob o governo do presidente Lula, que garante autonomia aos órgãos de controle. “A autonomia permite que o Banco Central atue tecnicamente e que a Polícia Federal investigue sem interferência política”, destacou.

Relações do Banco Master com o Paraná

Apesar de defender prudência, o deputado afirmou que as investigações devem avançar “sem poupar ninguém”, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal, caso haja comprovação de envolvimento.

Arilson também chamou atenção para o que classificou como “relações estreitas” entre o Banco Master e agentes ligados ao governo do Paraná. Entre os pontos citados, mencionou a aquisição da Copel Telecom, cuja operação teria sido financiada com recursos do banco. Após a venda, já sob o nome Ligga, a empresa teria realizado investimentos no próprio Banco Master, conforme reportagem do site Plural.

O deputado citou ainda um fundo ligado à instituição financeira que adquiriu um terminal no Porto de Paranaguá, além de relações indiretas com o Banco Genial, responsável por operações ligadas à venda da Copel.

Outro ponto levantado foi a presença do banco na folha de pagamento de servidores estaduais, por meio de cartões consignados e descontos automáticos. Sobre o tema, Arilson cobrou respostas do governo estadual a pedidos formais de informação encaminhados à administração.

“O Banco Master é um problema nacional, envolve atores de vários partidos e, aqui no Paraná, pessoas próximas ao governo do estado”, afirmou o parlamentar.

Defesa dos indicadores econômicos

Em outro momento do discurso, Arilson também rebateu o que classificou como fake news sobre o desempenho da economia brasileira. Embora tenha reconhecido desafios, afirmou que os indicadores recentes demonstram avanços.

Entre os dados citados, o deputado destacou a nova projeção de inflação para 2026, estimada em 3,9%, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,8%, colocando o Brasil entre as seis economias que mais crescem no mundo, e a taxa de desemprego em 5,1%, próxima do pleno emprego.

Segundo ele, a dívida pública em relação ao PIB segue sob controle e o salário mínimo tem sido reajustado acima da inflação. Arilson também mencionou o aumento de 3,1% no consumo das famílias em 2024 como reflexo direto da melhora econômica.

“Hoje há fila no açougue. Antes, havia fila para pegar osso. Essa é a diferença concreta do Governo Lula na vida das pessoas”, concluiu.

Redação O Diário de Maringá

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