Depois de votar contra os mais pobres, Tião Medeiros terá gás para pedir voto?

Depois de votar contra os mais pobres, Tião Medeiros terá gás para pedir voto?

A votação da medida provisória que substitui o Auxílio Gás escancarou, mais uma vez, a distância que pode existir entre o discurso político e a realidade de milhões de brasileiros. Em meio a 415 votos favoráveis, apenas 29 deputados federais decidiram se posicionar contra uma política pública voltada diretamente às famílias de baixa renda. Entre eles, um nome chama atenção no Paraná: Tião Medeiros, deputado federal por Paranavaí.

O Auxílio Gás não é um benefício periférico. Ele incide sobre um item básico e essencial, que pesa de forma desproporcional no orçamento de quem vive com pouco. Substituir o programa por uma nova medida não elimina essa realidade. Ao contrário, tenta mantê-la sob alguma proteção social. Votar contra isso é, na prática, ignorar o cotidiano das famílias que precisam escolher entre cozinhar ou comprar outros alimentos.

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O contraste dentro da própria bancada paranaense é evidente. Deputados de Maringá, como Luiz Nishimori, Sargento Fahur e Ricardo Barros, votaram a favor da MP, reconhecendo a urgência social do tema. Tião Medeiros, porém, optou por se alinhar a um grupo minoritário, ao lado de parlamentares como Nikolas Ferreira, Kim Kataguiri e Zé Trovão.

É legítimo que deputados questionem formatos, critérios ou a execução de políticas públicas. O que causa estranheza é o silêncio sobre alternativas concretas. Se o Auxílio Gás não serve, qual proposta substitui seu impacto imediato? Onde está a solução apresentada a quem depende desse apoio para o básico?

A medida provisória agora segue para o Senado e perde validade em 11 de fevereiro. Mas o registro político já está feito. Em votações como essa, não se trata apenas de números no painel, mas de escolhas que revelam prioridades. Neste caso, o voto contrário deixa uma pergunta inevitável. De que lado estava o deputado quando o tema era garantir dignidade mínima a quem mais precisa?

O eleitor paranaense, especialmente o do interior, onde o custo do gás pesa ainda mais, tem o direito de cobrar explicações. Em tempos de desigualdade persistente, neutralidade não existe. Votar contra políticas sociais é uma escolha clara. E toda escolha tem consequências.

Vamos ver qual será a explicação de Tião Medeiros para Paranavaí e também para Terra Rica. O deputado, que mantém presença constante nos dois municípios, terá de explicar por que votou contra uma medida voltada ao apoio das famílias que mais precisam.

Redação O Diário de Maringá

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