Governador Ratinho Junior, quem responde por Icaraíma?

Governador Ratinho Junior, quem responde por Icaraíma?

Passados seis meses dos homicídios que chocaram Icaraíma, o silêncio do Estado tornou-se ensurdecedor. Diante da falta de respostas, da manutenção de um sigilo absoluto e da ausência de esclarecimentos públicos mínimos, é inevitável direcionar a pergunta a quem detém a responsabilidade política maior pela segurança pública no Paraná: Ratinho Junior.

O governador não é o responsável direto pela condução técnica de um inquérito policial. Mas é, sim, o responsável político pela estrutura, pelo comando e pelo funcionamento das forças de segurança do Estado. Quando uma investigação de repercussão regional permanece paralisada, opaca e marcada por contradições, a omissão institucional deixa de ser um problema local e passa a ser um problema de governo.

O sigilo do inquérito, que deveria proteger diligências em curso, transformou-se em um muro intransponível até mesmo para as famílias das vítimas e para a assistência de acusação. Ao mesmo tempo, informações sobre o caso circulam publicamente em declarações oficiais, entrevistas e vazamentos seletivos. Essa incoerência enfraquece a confiança na investigação e expõe uma condução desorganizada, que não honra o compromisso do Estado com a verdade.

Há perguntas objetivas que seguem sem resposta: houve confronto balístico entre a arma apreendida e os projéteis do crime? Os exames de DNA nos veículos com vestígios de sangue foram concluídos? Quem são os ocupantes dos veículos e da motocicleta apreendidos e qual a ligação deles com os homicídios? A ausência de respostas não protege a investigação; apenas prolonga a dor e a insegurança.

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Governador Ratinho Junior, o Paraná não pode aceitar que um crime dessa gravidade permaneça envolto em silêncio administrativo. A troca recente no comando regional da Polícia Civil abre uma oportunidade de correção de rumos, mas ela só produzirá efeitos reais se houver cobrança clara, acompanhamento efetivo e determinação política para que o inquérito avance e seja concluído.

Não se trata de interferência indevida, mas de governança. Não se trata de pressão midiática, mas de responsabilidade institucional. O Estado não pode permitir que falhas internas, burocracia excessiva ou disputas administrativas se sobreponham ao direito das vítimas e ao dever constitucional de esclarecer crimes.

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As famílias de Icaraíma não pedem favores. Pedem o mínimo que um governo deve assegurar: investigação séria, transparência responsável e justiça. Seis meses de espera já ultrapassam qualquer prazo razoável.

Governador, o Paraná espera uma resposta. E Icaraíma também.

Redação O Diário de Maringá

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