Explica isso, Ratinho Jr. e Guto Silva: Paraná é o 2º estado com maior custo de vida do Brasil

Explica isso, Ratinho Jr. e Guto Silva: Paraná é o 2º estado com maior custo de vida do Brasil

O Paraná está entre os estados com maior tributação estadual do Brasil. Não é narrativa política. É matemática tributária.

A alíquota modal do ICMS é de 19,5%. Isso coloca o estado no grupo mais alto do país. O ICMS incide sobre praticamente tudo: supermercado, energia elétrica, combustíveis, telecomunicações, transporte. É o imposto que mais pesa no cotidiano do cidadão.

Durante o governo de Ratinho Junior, a alíquota saiu de 18% para 19,5%. Proporcionalmente, um aumento real de 8,33%.

Pode parecer pequeno no papel. Não é no bolso.

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Uma família que gasta R$ 1.500 por mês no supermercado pagava cerca de R$ 270 de ICMS embutido quando a alíquota era 18%. Hoje paga aproximadamente R$ 292,50.

São R$ 22,50 a mais por mês apenas de imposto.

No fim do ano, R$ 270 a mais saem do orçamento familiar só por causa da mudança da alíquota.

E isso considerando apenas o mercado.

O ICMS também está na conta de luz.
Está no combustível.
Está no frete.
Está na cadeia inteira de preços.

Cada ponto percentual impacta a logística, encarece o transporte e pressiona o custo de vida.

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Recentemente, o Paraná apareceu entre os estados com maior custo de vida do país. Coincidência? Difícil sustentar essa tese quando a carga estadual está no topo.

Não se trata de negar a necessidade de arrecadação. O Estado precisa de receita. Mas quando se escolhe estar entre as maiores alíquotas do Brasil, é preciso assumir que isso contribui para um ambiente de preços mais altos.

E aí a pergunta é direta.

Ratinho Junior e Guto Silva consideram justo manter o Paraná entre os estados com maior ICMS do país?

Há plano concreto de redução?

Ou o ajuste fiscal continuará sendo feito no caixa do supermercado?

O discurso de gestão eficiente precisa dialogar com o carrinho de compras. Precisa dialogar com a mesa do trabalhador.

O Paraná produz muito. Exporta muito. Arrecada muito.

Mas viver aqui está custando caro.

E o contribuinte quer resposta.

Redação O Diário de Maringá

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