Maior patrocinador do Carnaval do Rio não é Brasília, é o governo do PL
O debate é sempre o mesmo. Quando o Governo Federal investe no Carnaval, surgem acusações de favorecimento ideológico. Mas os números contam outra história. E eles são objetivos.
A Embratur firmou contrato de R$ 12 milhões com a LIESA no ano passado e repetiu exatamente o mesmo valor neste ano. Sem aumento. Sem ampliação extraordinária. O recurso é destinado à promoção internacional do Brasil, já que o desfile do Grupo Especial é transmitido para cerca de 160 países.
Agora vem o dado que muitos preferem ignorar.
O Cláudio Castro, do PL, por meio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, destinou cerca de R$ 40 milhões para o Carnaval. Quase quatro vezes mais que o aporte federal.
A Prefeitura do Rio de Janeiro ainda investiu R$ 24 milhões.
Ou seja, somando apenas os números públicos:
R$ 12 milhões do Governo Federal.
R$ 24 milhões da Prefeitura.
R$ 40 milhões do Governo Estadual.
Se a crítica é contra o uso de dinheiro público, ela precisa ser coerente. O maior investimento não veio de Brasília. Veio do governo estadual comandado por Cláudio Castro, do PL.
Água com odor e cor alterada: responsabilidade de quem, governador Ratinho Junior?
Os recursos são repassados à LIESA e distribuídos igualmente entre as escolas do Grupo Especial. Não há, formalmente, escolha de enredo por parte dos patrocinadores. Se uma escola homenageia Lula, Rita Lee ou Ney Matogrosso, trata-se de decisão artística da própria agremiação.
O ponto central não é ideológico. É econômico.
O Carnaval movimenta bilhões, gera milhares de empregos diretos e indiretos e projeta o Brasil no exterior. São 12 barracões na Cidade do Samba funcionando o ano inteiro, uma cadeia produtiva que envolve costureiras, cenógrafos, técnicos, músicos, hotéis, bares, transporte e turismo.
A pergunta que precisa ser feita é simples: se é errado investir R$ 12 milhões na promoção internacional do Brasil, é correto investir R$ 40 milhões no mesmo evento?
A crítica seletiva não ajuda o debate público. Se a discussão é sobre gasto público, que ela seja completa. Se é sobre retorno econômico, que os números sejam considerados.
O Carnaval não é de um partido. Não é de um governo. É uma engrenagem da economia criativa brasileira.
E os dados mostram que, nessa engrenagem, o maior aporte veio justamente de um governo estadual comandado pelo PL, quase quatro vezes superior ao investimento federal.
É bom lembrar que o governo Ratinho anunciou, em novembro de 2025, a liberação de R$ 25 milhões para a revitalização do Pavilhão Azul, no Parque de Exposições de Maringá, projeto este que foi entregue pela SRM.
Os cachês dos artistas e grupos contratados pelo governo Ratinho para animar o verão nas praias do Paraná somam pelo menos R$ 10,4 milhões



