O crescimento mais expressivo na história da Havan ocorreu justamente nos governos Lula e Dilma
Brasil quebrado? Havan lucra R$ 3,5 bilhões e bate recorde histórico
O Brasil está quebrado. É isso que repetem alguns discursos políticos há meses. Mas os números divulgados pelo Grupo Havan em 2025 contam outra história.
A empresa anunciou faturamento de R$ 18,5 bilhões, crescimento superior a 16% e lucro líquido de R$ 3,5 bilhões, o maior da sua história. Sete novas megalojas inauguradas em um único ano. Expansão nacional em ritmo acelerado. Fluxo de clientes em alta. Margem robusta.
Se o país estivesse “quebrado”, como explicar esses resultados?
É preciso separar narrativa política de realidade econômica.
Quando se fala que o Brasil está quebrado, normalmente o foco é o déficit público, a dívida do governo, os juros elevados e a pressão fiscal. Isso é problema das contas do Estado. Não significa colapso do consumo, nem paralisação da atividade privada.
A economia brasileira é complexa. É possível haver dificuldades fiscais e, ao mesmo tempo, empresas crescendo. É possível o governo enfrentar desafios orçamentários enquanto o varejo expande. É possível existir debate ideológico enquanto o caixa das empresas fecha no azul.
O próprio dono da empresa, Luciano Hang, é conhecido por suas posições políticas firmes e críticas a governos de esquerda. Ainda assim, foi justamente em um governo que ele critica que sua empresa atingiu o maior lucro da história.
Isso desmonta dois discursos simplistas.
Primeiro: o de que o Brasil estaria economicamente colapsado.
Segundo: o de que empresas não prosperam sob governos de esquerda.
O consumo interno brasileiro continua forte. Programas de transferência de renda injetam dinheiro na base da economia. O crédito, mesmo caro, ainda movimenta o varejo. O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e um mercado interno gigantesco. Quem sabe operar escala, logística e margem cresce.
Isso significa que está tudo perfeito? Evidente que não. O país enfrenta desafios estruturais, produtividade baixa, insegurança jurídica em alguns setores e contas públicas pressionadas.
Mas chamar o Brasil de “quebrado” enquanto empresas batem recordes históricos é, no mínimo, uma simplificação conveniente.
A verdade é mais incômoda para os extremos: o Brasil não é um paraíso econômico, mas também não é um cenário de terra arrasada. É uma economia com problemas fiscais e, ao mesmo tempo, com setor privado pulsando.
Talvez a pergunta correta não seja se o Brasil está quebrado. Talvez seja quem ganha ao repetir essa narrativa.
Enquanto o debate político grita, o caixa das empresas responde com números. E número não faz discurso. Número fecha balanço.



