Deputado Adriano José mente na internet?

Deputado Adriano José mente na internet?


Por Gilmar Ferreira

O deputado estadual Adriano José mente na internet? A pergunta é direta porque os fatos também são.

Não é a primeira vez que o parlamentar se envolve em polêmica envolvendo informação questionável. Quando publicamos sobre a suposta prática de rachadinha em seu gabinete, a reação foi ameaça de processo. Em outro episódio, afirmou ter liberado dois bilhões de reais para os municípios, como se o orçamento público dependesse exclusivamente de sua caneta. Atribuição dessa magnitude exige comprovação detalhada. Até hoje, o esclarecimento não teve o mesmo destaque que a declaração.

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Agora surge nova distorção.

O deputado publicou que “a escola de Lula foi rebaixada”. A frase é construída para causar impacto político. O problema é que não existe escola de Lula.

O que houve foi o rebaixamento de uma escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em desfile realizado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Homenagem não é propriedade. Uma agremiação carnavalesca é entidade autônoma, com diretoria própria, história própria e independência artística. Não pertence à figura homenageada.

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A diferença é simples, elementar e objetiva.

Na minha avaliação, o deputado mentiu deliberadamente.

Não se trata de erro de digitação ou confusão conceitual. A expressão “escola de Lula” cria associação direta de vínculo e responsabilidade que não existe. É difícil acreditar que um parlamentar desconheça essa distinção básica.

Quando alguém com mandato, estrutura de comunicação e assessoria opta por uma formulação sabidamente imprecisa, isso deixa de ser equívoco. Passa a ser narrativa construída sobre distorção. E distorção consciente é desinformação.

O debate político pode e deve ser firme. Precisa, porém, partir da verdade factual. Se a escola foi rebaixada, a informação correta é clara. Foi rebaixada uma escola de samba que homenageou Lula.

Transformar homenagem em propriedade é manipular percepção pública.

Se o deputado entende que está correto, que apresente prova de que a escola pertence ao presidente. Caso contrário, que reconheça publicamente a imprecisão.

A política brasileira já enfrenta polarização suficiente. O que não pode enfrentar é a normalização de fake news travestida de opinião.

A pergunta permanece. É desconhecimento ou é escolha?

Quando a escolha é distorcer, a responsabilidade também é pública.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira Jornalista, apresentador e mestre de cerimônias | MTB 0011341/PR Gilmar Ferreira construiu sua trajetória entre redações, estúdios de televisão, emissoras de rádio e eventos. Sua experiência reúne a apuração jornalística, a apresentação ao vivo e a condução de cerimônias, com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Atualmente, é diretor de redação de O Diário de Maringá e atua como mestre de cerimônias em eventos no Paraná e SP. Na televisão, trabalhou como apresentador e âncora na TV Maringá (Band), RIC TV Maringá (Record), Record News (Rede Mercosul) e RTV 10 Maringá. Sua trajetória no rádio inclui passagens, no Paraná, pela Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Em Santa Catarina, atuou na Rádio Menina FM e na Rádio Globo AM, em Blumenau. Em cada formato, Gilmar leva a experiência de quem conhece a notícia desde a apuração até o momento de comunicá-la ao público.

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