Se Moro ofertasse cargos a Cida e Maria Victoria, seria proposta lamentável, diz Ricardo Barros

Se Moro ofertasse cargos a Cida e Maria Victoria, seria proposta lamentável, diz Ricardo Barros

Disputa pelo Governo do Paraná esquenta e Ricardo Barros endurece discurso contra Sergio Moro

A corrida pelo Governo do Paraná em 2026 ganhou novos contornos após declarações do deputado federal Ricardo Barros nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, em entrevista concedida à Jovem Pan NEWS Paraná.

No centro do embate está o senador Sergio Moro, que busca viabilizar sua candidatura ao Palácio Iguaçu pela federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.

Ricardo Barros afirmou que, até o momento, o Progressistas não apoia a candidatura de Moro ao governo do Estado. Segundo ele, a executiva estadual decidiu por unanimidade não endossar o nome do senador. Embora Moro tenha o apoio da União Brasil, dentro da federação as decisões precisam ser tomadas em conjunto pelas lideranças nacionais.

Se a definição fosse hoje, não haveria apoio do partido ao senador. Barros afirmou ainda que não percebe avanço nas negociações e criticou a postura política de Moro ao conduzir as conversas.

Durante a entrevista, o deputado classificou como equivocada a forma como o senador teria abordado o partido ao sugerir composições envolvendo cargos e posições na chapa majoritária. O momento mais contundente ocorreu quando foi questionado sobre uma eventual proposta de Moro que envolveria oferecer uma vaga no Tribunal de Contas para a ex-governadora Cida Borghetti e a candidatura a vice-governadora para a deputada estadual Maria Victoria, filha de Ricardo Barros.

O parlamentar reagiu de forma direta. Disse que a proposta seria lamentável e demonstraria inabilidade política. Afirmou que o Progressistas não é um partido familiar e que possui diversas lideranças. Destacou que Cida Borghetti não está pleiteando cargo nestas eleições e que Maria Victoria é candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa.

Paraná Cidades e as Remadas da Semana

Segundo Barros, oferecer cargos diretamente a nomes específicos cria um ambiente ruim dentro da legenda e desrespeita o processo coletivo do partido. Ele declarou que, se houvesse interesse real em compor com o Progressistas, a conversa deveria ser institucional, permitindo que o partido indicasse seus nomes de forma democrática. Também criticou o que chamou de postura centralizadora do senador, afirmando que liderança não se impõe, se constrói.

O deputado deixou claro que, caso Moro não consiga viabilizar sua candidatura dentro da federação, o partido pretende permanecer livre até o prazo final das filiações, em 4 de abril, para decidir seu posicionamento.

Biancho será candidato

Entre os nomes citados como alternativas estão o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, que segundo Barros tem hoje o maior apoio interno no partido, o deputado estadual Alexandre Curi, além da ex-governadora Cida Borghetti e do ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati.

Ricardo Barros também não descartou apoiar o candidato indicado pelo governador Ratinho Junior, caso haja unidade na base governista.

Segundo o deputado, nos bastidores já é tratado como definido que o candidato do PSD será o secretário das Cidades, Guto Silva. Ele afirmou que prefeitos teriam sido comunicados de que Guto é o nome escolhido pelo governador.

Apesar disso, o cenário permanece aberto. Barros avalia que, se a disputa reunir Guto Silva, Rafael Greca, Sergio Moro e Requião Filho, a eleição será totalmente competitiva, com possibilidade real de segundo turno.

O deputado também apontou dificuldades para manter unidade dentro da base do governo e afirmou que acordos políticos anteriores não teriam sido cumpridos, o que pode dificultar uma recomposição.

A disputa pelo Palácio Iguaçu começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda há incertezas importantes. O Progressistas resiste à candidatura de Sergio Moro, o PSD trabalha nos bastidores com Guto Silva e outros nomes aguardam a consolidação do cenário.

O Paraná caminha para uma eleição marcada por divisões internas, negociações intensas e um tabuleiro ainda em movimento.

Redação O Diário de Maringá

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