Imobiliária Facilita: Polícia Civil de Maringá e Creci-MS foram firmes; falta o mesmo ritmo ao Creci-PR

Imobiliária Facilita: Polícia Civil de Maringá e Creci-MS foram firmes; falta o mesmo ritmo ao Creci-PR

Mercado bilionário exige respostas rápidas e fiscalização eficiente

Maringá possui um dos mercados imobiliários mais pujantes do Brasil. São bilhões de reais negociados todos os anos, centenas de empreendimentos, investidores, construtoras e milhares de famílias realizando o sonho da casa própria.

Um setor desse porte não pode depender exclusivamente de decisões centralizadas em Curitiba quando surgem denúncias graves.

O caso de Leonardo da Silva Thiele, ligado à Imobiliária Facilita, escancarou essa realidade.

Se hoje ele permanece preso preventivamente, isso se deve ao trabalho firme, técnico e eficiente da Delegacia de Estelionatos de Maringá. É preciso reconhecer publicamente a atuação do delegado Fernando Garbelini e de sua equipe. A investigação avançou com agilidade, reuniu provas, estruturou inquéritos e sustentou o pedido de prisão que interrompeu a continuidade dos supostos golpes.

Sem essa atuação, novas vítimas poderiam ter surgido.

Enquanto isso, no campo administrativo, a comparação entre Estados chama atenção. O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul já decidiu pela cassação do registro do profissional em primeira instância, encaminhando o caso ao Conselho Federal de Corretores de Imóveis para ratificação.

Houve resposta.

Já o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná, embora informado desde dezembro sobre denúncias envolvendo o corretor, ainda não aplicou a mesma penalidade. A morosidade nos trâmites internos permitiu que ele continuasse atuando no mercado por mais tempo.

Em um mercado bilionário como o de Maringá, não é razoável que decisões dependam exclusivamente da centralização em Curitiba quando há indícios graves e investigações em curso.

A fiscalização precisa ser rápida, técnica e eficiente. O consumidor precisa de proteção imediata.

Neste episódio, quem deu resposta concreta foi a Polícia Civil de Maringá. O trabalho do delegado Fernando Garbelini e de sua equipe foi decisivo para interromper um ciclo que pode ter causado prejuízos milionários.

O Creci-MS também agiu com firmeza ao cassar o registro no âmbito profissional.

O que se espera agora é que o Paraná acompanhe o mesmo ritmo.

Maringá não pode ficar refém da burocracia quando estão em jogo milhões de reais e a segurança jurídica de investidores e famílias.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

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