Atenção, Maringá: descarte irregular será punido com multa de até R$ 500 mil neste sábado
Volume atípico representou quase 30% da média prevista para todo o mês; prefeitura anuncia operação de limpeza e multa para descarte irregular
Na tarde desta sexta-feira, 20 de fevereiro, Maringá enfrentou um temporal considerado severo pela Defesa Civil do Paraná. Em apenas 40 minutos, foram registrados cerca de 50 milímetros de chuva, o equivalente a 50 litros de água por metro quadrado despejados praticamente ao mesmo tempo sobre a cidade.
A informação foi detalhada pelo secretário de Infraestrutura, Wagner Mussio, em entrevista ao jornalista Gilmar Ferreira, da redação do O Diário de Maringá, na manhã deste sábado, 21 de fevereiro.
Segundo o secretário, o volume surpreendeu. Ele explicou que os 50 milímetros registrados em menos de uma hora representam quase 30% do total projetado para o mês inteiro.
De acordo com dados da Estação Climatológica da UEM, a média histórica de fevereiro em Maringá gira em torno de 180 milímetros. Ou seja, o que caiu em 40 minutos corresponde a aproximadamente 27% a 30% da chuva esperada para todo o mês.
“É você pegar 50 litros d’água por metro quadrado e cair ao mesmo tempo na cidade. Hoje nós temos muito asfalto, calçada, telhado. Essa água precisa escoar para algum lugar”, afirmou o secretário.
Água foi o principal problema
Apesar das rajadas de vento que chegaram a 55 quilômetros por hora, a queda de árvores não foi o maior transtorno. Foram registradas apenas duas quedas de árvores e cerca de quatro a cinco galhos que chegaram a interditar pontos isolados, já liberados pelas equipes.
O maior impacto foi causado pelo volume concentrado de água em curto espaço de tempo, principalmente em regiões de descida como Avenida Morangueira, Avenida Guaiapó e Avenida Colombo, onde naturalmente o escoamento se intensifica.
Segundo Mussio, a chuva foi considerada atípica e não serve como parâmetro para avaliar o funcionamento do sistema de drenagem urbana, justamente pelo volume extremo em curto intervalo.
Ele destacou que o município já mapeou mais de 40 pontos com necessidade de melhorias estruturais no sistema de drenagem, alguns com maior incidência de problemas e outros com menor.
Força-tarefa e fiscalização
Neste sábado, as equipes da Secretaria de Infraestrutura iniciaram logo cedo os trabalhos de limpeza e rescaldo. Às 13 horas, a prefeitura programou uma força-tarefa com caminhões, pás-carregadeiras e servidores para intensificar a retirada de galhos, resíduos e entulhos espalhados pela cidade.
O secretário também fez um alerta à população sobre o descarte irregular de lixo e objetos volumosos.
“Pegou, é multa. Não importa quem seja”, afirmou.
Pela legislação municipal vigente, o descarte irregular pode gerar multa entre R$ 1 mil e R$ 10 mil por ocorrência. Em casos de descarte em áreas de preservação permanente ou fundos de vale, o valor pode chegar a R$ 500 mil, além de possível encaminhamento ao Ministério Público, dependendo da gravidade.
Resiliência e alerta
Apesar dos transtornos, a prefeitura afirma que a cidade respondeu com rapidez no atendimento às ocorrências e na normalização dos serviços.
O episódio reacende o debate sobre drenagem urbana, impermeabilização do solo e responsabilidade da população no descarte correto de resíduos.
O Diário de Maringá segue acompanhando os desdobramentos e a execução das ações anunciadas pela Secretaria de Infraestrutura.


