Empresa que tem Ratinho pai como garoto-propaganda lidera ranking de incentivos fiscais no Paraná
O Paraná abriu mão de R$ 470,4 milhões ao conceder incentivo fiscal à Lar Cooperativa Agroindustrial, dentro da política adotada pelo governo Ratinho Junior.
Quase meio bilhão de reais.
Não é um número pequeno. E justamente por isso o debate precisa ser proporcional ao tamanho do benefício.
A Lar tem como embaixador o apresentador Carlos Roberto Massa, pai do governador. A relação comercial é pública e conhecida. Não há, por si, ilegalidade nisso.
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Mas política pública exige algo além da legalidade formal. Exige transparência capaz de afastar qualquer dúvida razoável.
Quando uma empresa ligada comercialmente ao pai do chefe do Executivo estadual recebe um benefício fiscal dessa magnitude, é natural que surjam questionamentos. Não por ataque pessoal. Não por disputa ideológica. Mas por prudência institucional.
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A pergunta é simples e objetiva:
A cooperativa investiu em publicidade nos programas ou nas emissoras vinculadas ao Grupo Massa?
Se investiu, quais foram os valores?
Os contratos seguem parâmetros de mercado?
Houve aumento desses investimentos após a concessão das isenções?
São perguntas técnicas. E perguntas técnicas não deveriam constranger ninguém.
Se a relação comercial é regular e compatível com práticas de mercado, a divulgação dos dados encerra o debate.
Se não há contratos relevantes, a transparência também protege todas as partes envolvidas.
O que fragiliza instituições não é a pergunta. É a ausência de resposta.
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Renúncia fiscal significa dinheiro que o Estado deixa de arrecadar. Publicidade significa dinheiro que empresas privadas direcionam aos seus parceiros comerciais. Quando essas duas esferas se aproximam por laços familiares, o dever de esclarecimento é redobrado.
O Paraná não precisa de suposições. Precisa de números.
Quanto foi investido em publicidade?
Em quais veículos?
Em que período?
Com quais critérios?
Responder a isso não é favor político. É compromisso com a ética pública.


