Santo Inácio: Enquanto professores perdem renda, viagens oficiais levantam questionamentos

Santo Inácio: Enquanto professores perdem renda, viagens oficiais levantam questionamentos

A informação de que, em apenas duas viagens a Curitiba neste ano, foram gastos R$ 2.790,00 em despesas oficiais adiciona um novo elemento ao debate que já estava sensível em Santo Inácio.

O valor supera o salário mensal de muitos professores da rede municipal.

O problema não é a prefeita viajar. Gestores públicos precisam cumprir agenda institucional, buscar recursos, participar de reuniões técnicas e representar o município. Isso faz parte da função.

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A questão é o contraste.

De um lado, mais de 17 famílias de professores relatando queda de até 50% na renda após a suspensão da dobra. Do outro, despesas com deslocamentos que, somadas, ultrapassam o rendimento mensal de quem está diariamente em sala de aula.

Quando o orçamento aperta, o corte começa por onde?

Essa é a pergunta que a população começa a fazer.

Se há necessidade de contenção fiscal, ela precisa ser proporcional e transparente. Quanto o município economiza ao suspender as dobras? Qual o impacto real dessa decisão no caixa? Houve estudo técnico? Houve diálogo com a categoria?

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E mais: as viagens resultaram em captação de recursos? Trouxeram investimentos concretos? Qual foi o retorno institucional para justificar o gasto?

Não se trata de demonizar a administração. Trata-se de coerência administrativa.

Em cidades pequenas, cada real tem peso social significativo. R$ 2.790,00 podem parecer pouco em grandes centros. Mas em Santo Inácio, representam mais que um salário. Representam contas pagas. Mercado do mês. Medicamentos. Sustento de família.

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A prefeita Geny Violato tem o dever de esclarecer a população sobre prioridades orçamentárias.

Se há crise, ela deve ser compartilhada com transparência.

Se há economia, ela precisa ser explicada com números.

E se há sacrifício, ele não pode recair apenas sobre quem educa as crianças do município.

Gestão pública exige sensibilidade, responsabilidade e equilíbrio.

Sem isso, a conta sempre cai para os mesmos.

Redação O Diário de Maringá

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