Sequência premiada? Deputado Soldado Adriano José acumula R$ 126 mil em locação de veículos

Sequência premiada? Deputado Soldado Adriano José acumula R$ 126 mil em locação de veículos

Quando se trata de dinheiro público, a transparência não é apenas uma obrigação legal. Ela é uma exigência moral com o cidadão que paga impostos todos os dias.

Um levantamento de notas fiscais mostra que o deputado Soldado Adriano José realizou uma série de pagamentos por locação de veículos à empresa Douglas Veículos Ltda (CNPJ 45.351.441/0001-76), sediada em Paranavaí.

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Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, foram identificadas 12 notas fiscais, todas no mesmo valor de R$ 10.500,00.

Veja a sequência:

31/01/2025 – Nota nº 12 – R$ 10.500,00
17/02/2025 – Nota nº 13 – R$ 10.500,00
17/03/2025 – Nota nº 14 – R$ 10.500,00
15/04/2025 – Nota nº 15 – R$ 10.500,00
13/05/2025 – Nota nº 17 – R$ 10.500,00
05/06/2025 – Nota nº 18 – R$ 10.500,00
02/07/2025 – Nota nº 19 – R$ 10.500,00
01/08/2025 – Nota nº 20 – R$ 10.500,00
02/09/2025 – Nota nº 21 – R$ 10.500,00
10/10/2025 – Nota nº 22 – R$ 10.500,00
01/12/2025 – Nota nº 24 – R$ 10.500,00
02/02/2026 – Nota nº 26 – R$ 10.500,00

O total gasto chega a R$ 126.000,00 de dinheiro público.

Até aqui, alguém poderia dizer que se trata apenas de um contrato de locação. Porém, dois pontos chamam atenção.

O primeiro é o valor acumulado. Com R$ 126 mil, dependendo do modelo, já seria possível adquirir um veículo zero quilômetro. Um carro como o Tiggo 5x 2027, por exemplo, tem preço de mercado de R$ 119.990.

Ou seja, em pouco mais de um ano pagando aluguel de veículo, o valor gasto já ultrapassa o preço de compra de um carro novo.

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Isso levanta um questionamento simples:
não seria mais econômico adquirir um veículo do que pagar locações sucessivas nesse valor?

O segundo ponto que chama atenção é a sequência das notas fiscais emitidas pela empresa.

Em vários meses, os documentos aparecem praticamente em ordem numérica direta. Isso levanta uma dúvida legítima.

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Será que a empresa Douglas Veículos Ltda emite notas fiscais apenas para esse contrato?
A empresa tem outros clientes?
Ou essas emissões representam grande parte da movimentação fiscal do estabelecimento?

Não se trata de acusação. Trata-se de questionamentos naturais quando se analisa o uso de dinheiro público.

A sociedade tem o direito de entender como os recursos são utilizados e se as decisões seguem critérios de economicidade e interesse público.

Quando uma sequência de locações já soma praticamente o valor de um carro novo, a pergunta que inevitavelmente surge é:

Estamos diante de um gasto administrativo comum ou de uma sequência premiada de notas fiscais?

A resposta precisa vir com transparência.

Há quem diga que não é de hoje que o deputado Adriano José demonstra muito “Vigor”. E, por falar em Vigor, nos próximos dias vamos relembrar o caso do leite que até hoje parece dar azia no deputado quando esse assunto vem à tona. Também traremos novos detalhes sobre o caso da suposta rachadinha em seu gabinete, que está sob investigação.

Redação O Diário de Maringá

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