Pesquisa sacode a sucessão de 2026 e coloca Greca entre os nomes mais competitivos
A nova rodada da pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas mexeu no tabuleiro da sucessão estadual e colocou o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca de forma mais clara entre os nomes competitivos para a eleição de 2026 no Paraná.
No cenário estimulado, Greca aparece com 19,1% das intenções de voto e entra em empate técnico com Requião Filho na disputa pela segunda posição. À frente dos dois está o senador Sergio Moro, que lidera o levantamento neste momento.
Em um cenário ainda marcado por forte indefinição do eleitorado, o resultado foi interpretado nos bastidores da política paranaense como um sinal de que Greca deixou de ser apenas uma hipótese e passou a ser considerado um nome com viabilidade real na corrida pelo Palácio Iguaçu.
O desempenho do ex-prefeito ganha relevância porque reúne três fatores observados com atenção pelo meio político. O primeiro é a densidade eleitoral em Curitiba e na Região Metropolitana, onde Greca construiu grande parte de sua trajetória política. O segundo é a possibilidade de expansão de votos para o interior do estado, algo considerado essencial em uma disputa estadual. O terceiro elemento é a rejeição relativamente baixa em comparação com outros nomes que já aparecem no debate público.
Na prática, esses três fatores costumam pesar muito em eleições abertas, muitas vezes mais do que acordos antecipados de bastidores ou preferências pessoais dentro de grupos políticos.
Dentro do núcleo governista, onde a sucessão ainda não tem um nome oficialmente definido, a pesquisa reforçou uma percepção que já vinha sendo discutida entre aliados. Qualquer projeto competitivo para 2026 precisará considerar nomes com recall eleitoral, presença em diferentes regiões do estado e capacidade de agregar forças políticas.
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Nesse contexto, Rafael Greca passou a aparecer com mais força no radar das articulações.
Mais do que o percentual registrado agora, o efeito político da pesquisa pode ser o elemento mais relevante. Em vez de reduzir o número de possíveis candidatos, a nova sondagem amplia o debate dentro do grupo governista e torna mais difícil descartar rapidamente nomes que demonstram competitividade.
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Nos bastidores, a leitura é direta. Com o quadro ainda aberto e o eleitorado longe de uma definição clara, ignorar candidatos que já aparecem pontuando bem nas pesquisas pode se transformar em um erro estratégico no futuro.


