Guto jogou a toalha? Nos bastidores dizem que ele está é apanhando de toalha

Guto jogou a toalha? Nos bastidores dizem que ele está é apanhando de toalha

Duplicação do Contorno Sul de Maringá prometida por Guto Silva e Ratinho Junior pode não sair do papel por falta de recursos

Nos bastidores da política paranaense, cresce a percepção de que a candidatura do secretário Guto Silva ao Governo do Paraná perdeu força dentro do próprio grupo governista. Embora não exista nenhuma confirmação oficial, interlocutores ouvidos dentro do Palácio Iguaçu afirmam que, na prática, já é considerado quase certo que ele não será o candidato do grupo de Ratinho Junior em 2026.

A situação, segundo essas fontes, não seria resultado de um único fator, mas de um acúmulo de desgaste político nas últimas semanas.

Entre os pontos citados está a insatisfação de prefeitos em diversas regiões do estado. Nos bastidores, gestores municipais afirmam que foram feitos anúncios de obras e investimentos que ainda não se materializaram em recursos efetivos para as cidades.

Dentro do governo, circula a avaliação de que Guto teria prometido mais do que o planejamento financeiro permitiria entregar. A consequência foi o aumento da pressão política, já que muitos prefeitos passaram a cobrar a liberação de recursos que, segundo relatos, acabaram ficando apenas no campo das promessas e das redes sociais.

Um exemplo citado nas conversas políticas envolve a duplicação do Contorno Sul de Maringá, obra anunciada pelo governo estadual com investimento superior a R$ 400 milhões. Nos bastidores, há preocupação entre lideranças locais sobre a existência de recursos suficientes para viabilizar o projeto dentro do planejamento financeiro do Estado.

Além da pressão de prefeitos, também pesa no ambiente político o desgaste provocado por polêmicas recentes. Entre elas estão questionamentos envolvendo o programa Olho Vivo, que entrou no debate público após discussões sobre a instalação de equipamentos antes da conclusão do processo licitatório, além de denúncias de suposto caixa dois que passaram a circular no ambiente político.

Diante desse cenário, alguns observadores resumem a situação com uma frase que já corre pelos corredores do poder em Curitiba.

Guto Silva não jogou a toalha. Nos bastidores dizem que ele está é apanhando de toalha.

Apanhando do próprio governador, que busca um nome mais competitivo para a sucessão.

Apanhando dos prefeitos, que cobram os recursos prometidos que ainda não chegaram aos municípios.

E apanhando dos adversários políticos, que passaram a explorar as polêmicas recentes para enfraquecer ainda mais sua posição.

Enquanto isso, dentro do grupo governista já começam a surgir novos nomes para a disputa. Interlocutores próximos ao governo afirmam que o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, começa a aparecer como um possível escolhido de Ratinho Junior para representar o grupo na eleição estadual.

Oficialmente nada foi confirmado. Mas dentro do próprio Palácio Iguaçu a leitura de muitos interlocutores é clara. O tabuleiro da sucessão no Paraná já começou a se mover e algumas peças podem sair do jogo antes mesmo da largada oficial.

Quem planeja tem futuro. Quem não planeja tem destino. Pelo jeito, o destino de Guto Silva ainda é incerto.

Redação O Diário de Maringá

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