Estudantes desenvolvem projeto de despoluição do Lago Igapó
Proposta cria jardins flutuantes com sistema de biofiltração da água
Dois estudantes do 1° ano do Ensino Médio desenvolveram uma solução sustentável para enfrentar um dos principais desafios ambientais de Londrina. Gustavo Campos e Sofia Gastaldim criaram o Garden EcoFlut, projeto que propõe a instalação de jardins flutuantes para melhorar a qualidade da água do Lago Igapó.
Desenvolvida na pré-incubadora do Colégio Positivo – Londrina, a iniciativa aposta em módulos flutuantes de um metro quadrado, produzidos com materiais de baixo custo, como madeira ou garrafas plásticas reutilizadas. Sobre essa base, os estudantes projetaram um sistema de biofiltração em camadas, composto por argila expandida, areia, carvão ativado e plantas aquáticas, como aguapé, caniço e junco.
Cada elemento desempenha um papel importante no processo de limpeza da água: a argila expandida retém partículas maiores e favorece a ação de microrganismos benéficos; a areia reduz a turbidez; o carvão ativado absorve poluentes dissolvidos e toxinas; as plantas ajudam a remover nutrientes e outras substâncias contaminantes. O resultado é um ciclo natural e contínuo de limpeza da água. “Pensamos em uma solução inspirada em um problema real da cidade. O Lago Igapó é um símbolo de Londrina, mas enfrenta desafios ambientais. Nosso objetivo é propor algo que possa ser aplicado ali e replicado em outros locais”, explica Sofia.
Além da estrutura física, o projeto prevê a instalação de sensores para monitorar o pH, a temperatura e a oxigenação da água, permitindo acompanhar os resultados em tempo real e ampliar o potencial científico do projeto. “O Garden EcoFlut é relevante por abordar o desafio do tratamento e cuidado da água de lagos, uma necessidade presente em muitas regiões do país”, destaca a professora mentora do projeto, Juliana dos Reis Coppi.
Reconhecimento
O Garden EcoFlut foi vencedor do 2º Smart Cities Hackathon – edição Turismo Inteligente, realizado durante o Festival Internacional de Inovação de Londrina. A maratona reuniu 80 participantes, organizados em 23 equipes, a maioria formada por universitários. Com a conquista, os estudantes receberam incubação e aceleração em diversos ambientes, como UEL, IBM e PUC, além de mentorias, trilhas de capacitação e premiação de R$ 3 mil.
A equipe também chegou à final estadual do Desafio Liga Jovem 2025, competição nacional de empreendedorismo e tecnologia estudantil promovida pelo Sebrae, e foi selecionada para na primeira etapa do Hackathon Smart Agro 2026, voltado à biotecnologia. O projeto foi desenvolvido em 2025 na pré-incubadora do Colégio Positivo – Londrina, com mentoria dos professores biólogos Juliana dos Reis Coppi e João Danillo Soares. O espaço permite que os alunos vivenciem todas as etapas do processo de inovação, da ideação à prototipagem e validação. Atualmente, o colégio é a única escola privada do Paraná credenciada pelo Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação (Separtec), o que reforça o compromisso da instituição com o protagonismo estudantil e a educação empreendedora.
“O Lago Igapó é um patrimônio da nossa cidade. Cuidar dele é cuidar de Londrina. Com o Garden EcoFlut, queremos mostrar que pequenas ideias podem gerar grandes transformações”, afirmam os estudantes.


