Existe relação entre Ratinho Junior e o Banco Master? Pergunta ganha força no Paraná
Requião levanta questionamentos sobre venda da Copel e pede esclarecimentos públicos
O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião voltou a criticar o processo de privatização da Copel e levantou questionamentos sobre a modelagem da operação e os possíveis envolvidos na negociação.
Em declaração pública, Requião afirmou que a venda da estatal paranaense teria sido estruturada pelo Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Segundo ele, há ainda menções envolvendo o nome do investidor Nelson Tanure, que, de acordo com o ex-senador, estaria relacionado a investigações e teria bens bloqueados, informação que, segundo ele, precisa ser melhor esclarecida pelas autoridades competentes.
O ex-governador também questionou o valor da negociação, citando que a venda de parte das ações do governo teria ocorrido por cerca de R$ 2,4 bilhões, e levantou dúvidas sobre a condução do processo.
Outro ponto destacado por Requião foi a suposta ausência de cobertura mais ampla por parte da imprensa paranaense sobre esses questionamentos. Ele criticou o que classificou como “silêncio” em torno do tema e cobrou maior transparência e debate público.
Além disso, o ex-senador fez menções ao governador Ratinho Junior, levantando questionamentos sobre eventuais relações políticas ou institucionais envolvendo os nomes citados. No entanto, não apresentou provas diretas dessas conexões durante a declaração.
Contexto da privatização
A Copel passou por um processo de transformação em companhia de capital disperso, aprovado em 2023, com a redução da participação acionária do Estado do Paraná. O governo estadual defendeu à época que a medida traria maior eficiência, capacidade de investimento e modernização da companhia.
Por outro lado, críticos da operação, como Requião, argumentam que houve perda de controle público sobre um ativo estratégico e questionam os termos financeiros e os atores envolvidos no processo.
Necessidade de esclarecimentos
Diante da complexidade da operação e das declarações feitas, eventuais dúvidas devem ser analisadas com base em documentos oficiais, relatórios de mercado e investigações formais.
A equipe do O Diário de Maringá permanece à disposição para ouvir o posicionamento dos envolvidos citados nas declarações.
(Fotomancehte: Geraldo Bubniak/AEN)


