Doenças infecciosas e respiratórias lideram atendimentos

Doenças infecciosas, especialmente as de origem gastrointestinal e respiratória, seguem como os principais motivos que levam a população aos serviços de emergência no Brasil. É o que revela um levantamento da Rede Total Care, do Grupo Amil, que analisou mais de 4,1 milhões de atendimentos realizados em prontos-socorros entre 2024 e 2025.

Entre os destaques estão os casos de diarreia e gastroenterite, que somaram 235.528 atendimentos no período. Em 2024, foram registrados 107.720 casos, número que subiu para 127.808 em 2025, representando um aumento de 15% na procura por assistência médica.

As infecções agudas das vias aéreas superiores também tiveram alta relevante, com 221.024 atendimentos. O volume passou de 104.639 casos em 2024 para 116.385 em 2025, crescimento de aproximadamente 10%.

Apesar de muitos desses quadros apresentarem menor gravidade clínica, especialistas alertam que determinados casos podem evoluir rapidamente e demandar atendimento imediato, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Por isso, a avaliação em ambiente hospitalar é fundamental para garantir o diagnóstico correto e a conduta adequada.

O avanço na demanda reforça a importância de planejamento assistencial, protocolos clínicos bem definidos e equipes capacitadas, capazes de identificar com agilidade situações de maior complexidade e direcionar o cuidado de forma eficiente.

A leitura integrada desses dados nos permite antecipar tendências e aprimorar continuamente os protocolos clínicos, garantindo uma atuação coordenada das equipes multiprofissionais em diferentes cenários", afirma Naiana Cunha, diretora de governança clínica da Rede Total Care.

Segundo a especialista, o pronto-socorro exerce papel estratégico na jornada do paciente, funcionando como porta de entrada para o sistema de saúde e ponto essencial para decisões rápidas e seguras.

As situações de urgência não se resumem ao volume de atendimentos, mas à capacidade de tomar decisões ágeis e assertivas. Com protocolos bem estruturados e processos integrados, o atendimento emergencial se torna o início de uma jornada assistencial segura e eficiente", finaliza.

DINO