Bomba no Paraná: Certidão de 25 de março coloca Deltan Dallagnol fora do páreo
A candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado atravessa um campo minado onde o discurso político colide frontalmente com a frieza dos documentos oficiais. Enquanto o ex-procurador da Lava Jato percorre o Paraná afirmando sua elegibilidade, um documento datado de 25 de março de 2026 impõe um freio retumbante em suas pretensões. A Certidão de Quitação Eleitoral, obtida com exclusividade, é clara: Deltan não está em dia com suas obrigações, especificamente devido a uma multa eleitoral não sanada.

Quem faz a ação de ignorar o rigor da lei acaba tropeçando na burocracia que um dia defendeu com fervor. Para um técnico do direito, a falta de quitação é um erro primário, porém fatal para qualquer registro de candidatura. Não se trata apenas da discussão sobre a cassação de seu mandato em 2023, que já o coloca sob a sombra da Lei da Ficha Limpa. Agora, o impedimento é imediato e documental.
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Deltan tenta equilibrar-se em liminares e interpretações de instâncias inferiores, mas a Justiça Eleitoral mantém o registro de sua pendência. Sem o pagamento da multa e a regularização plena, o sonho do Senado permanece apenas no papel das redes sociais. A transparência exige que o eleitor saiba: hoje, legalmente, o caminho está bloqueado. Resta saber se o candidato resolverá a pendência ou se usará o impedimento para alimentar sua narrativa de perseguição política.


