Caixa-preta em Santo Inácio: Secretário “dois em um” blinda contas de R$ 1,2 milhão do rodeio
Os supostos buracos nas contas do rodeio em Santo Inácio exigem uma postura firme do Poder Legislativo. Diante da negativa da prefeitura em fornecer cópias de notas fiscais e contratos, a única saída legal para os vereadores é protocolar uma denúncia formal no Ministério Público do Paraná (MP-PR). O gasto de R$ 1.260.000,00 na festa de 2026, enquanto as ruas da cidade esfarelam em crateras, revela uma inversão de prioridades que beira o descaso com o dinheiro público.
Escândalo no Olho Vivo: Como a pasta de Guto Silva ignorou a Lei de Licitações
O documento enviado à Câmara, o Ofício nº 07/2026, traz uma digital comprometedora. O Secretário MATHEUS SILVEIRA GUAREZ, que responde pela pasta de Administração e Finanças, é quem assina a resposta ao Legislativo tentando blindar a prestação de contas. O escândalo reside no fato de que o próprio Matheus acumula a função de Presidente da Festa. Na prática, o secretário atua nos dois lados do balcão, pois ele ordena o pagamento e assina a defesa da festa que ele mesmo coordena. Essa promiscuidade fere o Princípio da Impessoalidade da Constituição e beneficia diretamente a Sociedade Rural.

Possível fraude na Prova Paraná
Onde entra recurso do povo, incluindo R$ 810 mil em cachês e R$ 450 mil em emendas, a transparência deve ser absoluta. No ofício, Mateus alega uma suposta “autonomia privada” da associação para não entregar os documentos. Entretanto, o valor gasto apenas com shows seria suficiente para o recapeamento de 11 quadras de asfalto novo. A resistência do secretário em abrir as contas sugere que a “caixa-preta” do rodeio esconde detalhes que o contribuinte de Santo Inácio não pode conhecer.
Uso de carro da prefeitura por vereadora em Santo Inácio vai parar no Ministério Público
A omissão da Câmara, caso não leve este documento assinado por Mateus à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, será lida como conivência. O Ministério Público possui o poder de requisição para abrir o que a gestão de Geni Violato tenta manter fechado. É hora de verificar se o lucro do evento ficou com a cidade ou se apenas o prejuízo e os buracos restaram para o cidadão. A festa acabou, e a sociedade aguarda que seus representantes acionem a justiça para passar a limpo essa conta milionária.


