Nathalia, Sheila, Poly e Fabinho: conheça os vereadores empata obras de Marialva
A votação de projeto de crédito em Marialva tornou-se o foco de uma crise institucional sem precedentes na manhã desta terça-feira. A sessão extraordinária, convocada para decidir o destino de R$ 24 milhões destinados a obras históricas, revelou um cenário de autoritarismo e despreparo técnico no Legislativo. Sob o comando de Rafael Poly (PL), a Casa de Leis viveu momentos de tensão quando a presidência tentou acionar a força policial para conter a população que se manifestava no plenário, em uma demonstração clara de desconexão com o direito democrático à participação.
O “Presidente Remoto” e o cerceamento da RIC TV
Durante toda a reunião, o comportamento do presidente Rafael Poly gerou estranheza e críticas entre os presentes. O parlamentar não largou o celular, agindo como se seguisse instruções enviadas em tempo real por uma “sombra” externa. Esse suposto comando remoto ficou evidente nos momentos críticos, onde Poly parecia incapaz de conduzir o rito legislativo sem auxílio digital.

A fragilidade do Presidente da Câmara, foi acompanhada por uma postura hostil à imprensa: a equipe da RIC TV foi impedida de entrevistar vereadores e enfrentou barreiras severas para registrar o que ocorria, ferindo a liberdade de informação.
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O bloco dos “Empata Obras” e a paralisia da cidade
A população que compareceu à Câmara já rotulou os responsáveis pelo travamento do progresso local: Nathalia Simmer (Republicanos), Sheila Gabarron (PP), Rafael Poly (PL) e Fabinho da Auto Elétrica agora são conhecidos como os “Empata Obras”. Em um posicionamento que surpreendeu a comunidade, Fabinho admitiu que não tem mais interesse na vida pública e que não pretende disputar novos cargos políticos. Mesmo em fim de carreira parlamentar, ele se uniu ao grupo que vota contra o financiamento sob justificativas consideradas descabidas, ignorando as necessidades urgentes da cidade.
Com essa postura, projetos vitais entram em um limbo perigoso, prejudicando milhares de marialvenses que aguardam por:
- Dignidade Sanitária: Implantação de esgoto em bairros que usam fossas há 30 anos.
- Habitação Popular: Aquisição de terras para construção de novas moradias.
- Mobilidade: Conclusão da Estrada Terra Roxa para fugir dos custos do pedágio.
- Respeito aos Mortos: Ampliação do cemitério municipal, que já atingiu o limite.
Manobras e falta de quórum: o vexame final
Em um esforço para salvar o investimento, o líder da prefeita, Miro do Cartório, sugeriu suspender a sessão para ajustar o projeto e incluir as demandas da oposição. Contudo, Poly agiu de forma autoritária e negou o diálogo, encerrando as possibilidades de consenso. Miro do Cartório e os vereadores Marcos Fragal, Paulo Cesar da Silva,Grazi Scaliante e Toninho Raspa saíram do plenário para forçar a falta de quórum. Rafael Poly apressou-se em anunciar que eles haviam “ido embora”, apenas para ser desmentido segundos depois, quando o grupo retornou da sala ao lado, expondo que o presidente sequer sabia o que acontecia sob seu comando.
Se depender do quarteto empata obras Nathalia, Sheila, Poly e Fabinho, os marialvenses continuarão convivendo com problemas que seriam solucionados pelo financiamento. Por pura picuinha política, a população terá que se acostumar com as carências da cidade até que o grupo mude de ideia ou que a prefeita consiga uma solução jurídica para destravar os investimentos.

Caminhão estaciona defronte à Câmara em protesto contra o quarteto empata-obras



