Construção civil resiste à falta de mão de obra qualificada
A construção civil brasileira vive um cenário desafiador: enquanto a demanda por obras segue aquecida, a escassez de mão de obra qualificada se torna um dos principais gargalos do setor. Para enfrentar esse cenário, empresas têm buscado alternativas que vão além da contratação, apostando em tecnologia, gestão e qualificação.
Uma pesquisa realizada pela Falconi em parceria com o Ecossistema Sienge mostra que, diante da pressão por custos e da dificuldade de encontrar profissionais qualificados, gestores têm investido cada vez mais em eficiência. O uso de ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA), por exemplo, mais que dobrou, passando de 15% em 2023 para 38% em 2025.
Para Weber de Freitas Carvalho, engenheiro civil da Projelet, o desafio vai além da disponibilidade de profissionais no mercado. "Estamos vivendo um cenário em que a execução em obra se torna cada vez mais sensível à qualidade da mão de obra. Isso exige que as decisões tomadas na fase de projeto sejam ainda mais bem estruturadas e claras", afirma.
Ainda de acordo com o engenheiro civil da Projelet, nesse contexto, o papel do projeto ganha ainda mais relevância. "Projetos mais detalhados, bem compatibilizados e com maior nível de definição técnica ajudam a reduzir incertezas na obra e diminuem a dependência de interpretações durante a execução".
Weber de Freitas Carvalho ressalta também que, "quando o projeto é claro, padronizado e bem pensado, ele reduz significativamente a margem para erro. Isso impacta diretamente na produtividade e na qualidade final, mesmo em cenários de escassez de mão de obra qualificada".
A adoção de metodologias como o BIM (Building Information Modeling) tem contribuído para uma maior previsibilidade dos projetos, permitindo a identificação antecipada de interferências e a tomada de decisões mais assertivas. Mais do que substituir profissionais, a tecnologia passa a atuar como aliada na organização da informação e na melhoria dos processos, tornando a execução mais eficiente e menos dependente de improvisos.
Para finalizar, Weber destaca que o caminho para o setor passa por uma combinação de fatores. "Investir na capacitação das equipes continua sendo fundamental. Mas, ao mesmo tempo, é preciso evoluir a forma como projetamos. Quanto mais inteligência colocamos no projeto, menos dependemos de ajustes em campo".
Sobre a Projelet
A Projelet foi criada em 2002 em Belo Horizonte. A empresa é especializada em projetos de engenharia na área de instalações, com foco principal em oferecer soluções integradas aos clientes e parceiros. Com experiência em projetos de sistemas prediais, a empresa trabalha com o fornecimento de soluções que englobam as cinco áreas dos projetos de instalações complementares, sendo elas: Instalações Elétricas, Instalações Hidrossanitárias, Instalações de Gás, Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio e Climatização/Exaustão.
Além dos projetos de instalações, a Projelet fornece soluções em treinamentos, workshops, assessorias técnicas e consultorias para os mais diversos segmentos em que atua. Atualmente conta com uma equipe de aproximadamente 100 pessoas e tem como missão ajudar a construir melhor, por meio de soluções em projetos de instalações.



