Que fome é essa? O abismo entre o prato do vereador e o do servidor em Mandaguari
A notícia de que a Câmara instituiu o vale-alimentação para vereadores de Mandaguari caiu como uma bomba na cidade. Mais do que uma questão de legalidade, o que vemos é um tapa na cara do servidor público que carrega o município nas costas. Enquanto quem trabalha no sol ou no balcão da prefeitura luta com um auxílio modesto, os parlamentares garantiram um valor que chega a ser quase o dobro do pago ao funcionalismo.

Uma disparidade que dói no bolso de quem trabalha
É difícil explicar para o cidadão comum como alguém que já possui um dos maiores salários da cidade sinta necessidade de um auxílio tão farto. A “fome” de privilégios dos nossos representantes parece não ter fim. Como aceitar que um vereador receba um vale-alimentação de R$ 1.200,00, enquanto o servidor que limpa as ruas ou cuida das crianças recebe apenas R$ 500,00? Essa disparidade ultrapassa a questão financeira. Ela revela uma profunda crise moral e demonstra total falta de empatia com a realidade local.
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O silêncio que se torna cumplicidade
O papel do vereador deveria ser o de fiscalizar e garantir que o dinheiro público seja usado com justiça. No entanto, o que vemos em Mandaguari é uma inversão de valores onde o fiscalizador se torna o maior beneficiário. Se o orçamento permite pagar um vale-alimentação desse porte para quem já ganha bem, por que o mesmo tratamento não é dado aos servidores de carreira? A conta simplesmente não fecha para o trabalhador.
O apelo necessário: Prefeita, vete essa imoralidade
A bola agora está com o Poder Executivo. A prefeita Ivonéia tem em mãos a oportunidade de mostrar que governa para o povo e não para as elites políticas. Vetar esse projeto não é apenas um ato administrativo, é um gesto de respeito com cada cidadão de Mandaguari. É necessário barrar essa imoralidade antes que ela se torne mais um peso eterno nas costas do contribuinte. A cidade espera que a caneta do Executivo corrija o que o Legislativo decidiu ignorar.

Conclusão: É hora de escolher o lado do povo
Mandaguari não pode aceitar passivamente que a elite política crie ilhas de privilégios enquanto o resto da cidade enfrenta dificuldades. A política deve servir para diminuir distâncias, não para aumentar abismos sociais dentro da própria administração pública. Esperamos que o bom senso prevaleça e que esse vale-alimentação desproporcional seja enterrado de vez em nome da ética e da dignidade do nosso povo.
Imagem da Manchete feita por IA para ilustrar a matéria.



