Caos no Parto: Gestantes de Foz sofrem com o calote da gestão Beto Preto e Ratinho Junior

Caos no Parto: Gestantes de Foz sofrem com o calote da gestão  Beto Preto e Ratinho Junior

O governo do Paraná celebra números financeiros positivos, mas o superávit às custas da saúde revela uma realidade cruel para a população. Enquanto o governador Ratinho Júnior exibe contas equilibradas, o Hospital Itamedi, em Foz do Iguaçu, anuncia o encerramento gradual de partos pelo SUS. Essa decisão drástica ocorre porque o Estado não cumpre os acordos financeiros e sobrecarrega a instituição privada. Atualmente, o hospital arca com 78% dos atendimentos, enquanto o governo subsidia meros 18% dos custos operacionais.

O preço invisível do ajuste fiscal

A estratégia de manter o caixa cheio ignora o sofrimento de centenas de famílias que dependem da rede pública. O Hospital Itamedi realiza cerca de 400 partos por mês e atende muito além do que o contrato prevê, sem receber a devida contrapartida. Portanto, o superávit anunciado pelo Palácio Iguaçu não é fruto apenas de eficiência, mas sim de uma dívida não paga com as unidades de saúde paranaenses.

Ratinho Júnior e o secretário Beto Preto ignoram as tentativas de negociação da diretoria do hospital. Como resultado desse silêncio administrativo, a instituição atingiu o seu limite financeiro e técnico. A partir de agora, o hospital priorizará apenas os casos de alto risco, suspendendo os partos de risco habitual para evitar um colapso total. É um movimento de responsabilidade por parte da Itamedi, que não consegue mais financiar sozinha o serviço que é obrigação do Estado.

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Riscos para a população de Foz do Iguaçu

A falta de repasses coloca em risco direto a vida de recém-nascidos e gestantes na região de fronteira. Embora o hospital mantenha as portas abertas para emergências e especialidades, a redução dos serviços cria um gargalo perigoso no sistema público. O governo estadual utiliza a estrutura de hospitais parceiros para manter seus indicadores, porém esquece de honrar os pagamentos básicos para a manutenção desses leitos.

Denúncia envolve construção de hospital

Certamente, a saúde do Paraná não deveria ser sacrificada em nome de metas fiscais que beneficiam apenas a imagem política da gestão. O Hospital Itamedi cumpriu sua parte durante anos, absorvendo demandas que não eram suas por dever contratual. Agora, a sociedade de Foz do Iguaçu exige que o governador Ratinho Júnior utilize o superávit para salvar vidas, em vez de apenas acumular recursos enquanto os hospitais sufocam.

Redação O Diário de Maringá

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