Expoingá: promessa de campanha não resistiu aos preços praticados dentro do parque

Expoingá: promessa de campanha não resistiu aos preços praticados dentro do parque


Preço justo na Expoingá virou motivo de reclamação até para a cantora Ana Castela. Segundo o que O Diário de Maringá apurou, a promessa de campanha do presidente da Sociedade Rural de Maringá, Henrique Pinto, sobre preços mais acessíveis dentro da feira entrou em choque com os valores encontrados pelos visitantes.

Em vídeo gravado durante a Expoingá, Ana Castela contou que decidiu comprar algodão-doce para distribuir às crianças. No entanto, ela demonstrou surpresa ao descobrir o valor cobrado.

“Cinquentão, cada um”, afirmou a cantora. Depois, ao consultar outro vendedor, encontrou o mesmo produto por R$ 30. Em seguida, ironizou a situação: “Que inflação é essa? Só porque é pra Ana Castela? Eu não tô trabalhando pra me roubar, não”.

A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais porque reforçou uma reclamação já feita por visitantes da feira.

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Cardápio expõe preços altos dentro da feira

Fotos de cardápios divulgadas por frequentadores mostram valores elevados em bebidas vendidas dentro da Expoingá. Uma água sem gás aparece por R$ 5. Já a água com gás custa R$ 6,90.

Enquanto isso, um simples suco de laranja de 300 ml custa R$ 22,90. O mesmo valor aparece em itens como água tônica, chope Brahma de 300 ml, cerveja Spaten e Corona.

Além disso, um chope Brahma de 600 ml chega a R$ 42,90. Energético Red Bull custa R$ 32,90. Já bebidas alcoólicas mais sofisticadas ultrapassam facilmente os R$ 40.

A caipirinha de saque aparece por R$ 44,90. O Black Label custa R$ 44,90 a dose. O Red Label sai por R$ 39,90.

Os preços acabaram ampliando o debate sobre o custo para famílias que visitam a feira, principalmente em um evento que recebe grande público popular e forte apoio institucional.

Promessa de preço justo virou alvo de questionamentos

Embora a Expoingá tenha anunciado água gelada gratuita como uma das novidades deste ano, muitos visitantes afirmam que os preços cobrados nos demais produtos não acompanharam o discurso apresentado antes da feira.

Se de um lado crianças terão equoterapia, do outro quem monta na grana é a SRM

Por isso, consumidores passaram a questionar se a promessa de preços acessíveis defendida por Henrique Pinto durante a campanha da SRM realmente saiu do papel.

A Sociedade Rural de Maringá precisa esclarecer se existe algum tipo de orientação, limite ou fiscalização sobre os valores praticados pelos comerciantes dentro do parque. Afinal, milhares de famílias participam do evento e acabam impactadas diretamente pelos preços cobrados.

O episódio envolvendo Ana Castela acabou transformando uma reclamação individual em símbolo de um debate maior sobre consumo, transparência e coerência entre discurso e prática dentro da Expoingá 2026.

Matéria atualizada às 18h29 deste domingo (10/05/2026)

A responsável pela comunicação da Sociedade Rural de Maringá, Thaís Pismel, entrou em contato com a redação de O Diário de Maringá e informou que o Procon está presente na Expoingá.

Segundo ela, o órgão deverá tomar as providências necessárias nos casos em que houver prática de preços abusivos dentro do parque.

Além disso, consumidores que se sentirem lesados podem registrar reclamação pelo telefone (44) 3261-1700.

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Redação O Diário de Maringá

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