Direito de resposta de Ana Lúcia reacende debate sobre contribuições em gabinete
A vereadora Professora Ana Lúcia formalizou, por meio de advogado, pedido de direito de resposta a O Diário de Maringá. A manifestação trata da reportagem sobre denúncia envolvendo supostas contribuições financeiras no ambiente político-partidário de seu gabinete. Veja:
NOTA DE RETIFICAÇÃO – CONTRIBUIÇÃO PARTIDÁRIA NÃO É “RACHADINHA”
Em atenção à matéria veiculada neste portal sob o título: “Denúncia fala em suposta “rachadinha” e assédio moral em gabinete de vereadora de Maringá”, disponível no seguinte URL: https://odiariodemaringa.com.br/2026/05/05/denuncia-suposta-rachadinha-gabinete-maringa/, sobre supostas irregularidades no gabinete da Vereadora Professora Ana Lúcia, cumpre restabelecer, em direito de resposta e/ou retificação nos termos da Lei Federal n. 13.188/2015, a verdade:
- INEXISTÊNCIA DE CRIME: A denúncia protocolada na Câmara Municipal de que a matéria inicialmente aponta a existência não menciona a prática de “rachadinha”. O termo foi uma rotulação indevida da imprensa.
- LEGALIDADE DAS CONTRIBUIÇÕES: O que até aqui se questionou e ainda está sob apuração, são contribuições partidárias institucionais, ato lícito previsto no art 31, V, da Lei 9.096/95. Os recursos foram destinados ao partido, não à Vereadora.
- CONTEXTO POLÍTICO: O denunciante é um ex-assessor exonerado por quebra de confiança e desídia no exercício da função que desempenhava e que ainda utilizou o sistema administrativo da Câmara Municipal de Maringá, onde era lotado, para promover retaliação em ano eleitoral.
- COMPROMISSO ÉTICO: A Vereadora reafirma sua conduta ética e lamenta queritos administrativos legais tenham sido “vazados” seletivamente para então se prestarem a distorções sob rótulos criminais sem a devida checagem.
Vereadora Professora Ana Lúcia
Defesa nega o termo usado na reportagem
Na nota, a defesa afirma que a denúncia protocolada na Câmara Municipal de Maringá não usa a expressão “rachadinha”. Além disso, sustenta que os valores mencionados seriam contribuições partidárias institucionais, previstas na legislação eleitoral.
Segundo a manifestação, os recursos seguiram para o partido político, e não diretamente para a parlamentar. Portanto, a defesa contesta a interpretação jornalística dada ao caso.
Contribuições reconhecidas mantêm debate público
Apesar da contestação, a manifestação não nega a existência de contribuições financeiras ligadas ao ambiente partidário do gabinete. Assim, o ponto central passa a ser a natureza desses repasses.
A legislação brasileira permite contribuições partidárias. Entretanto, quando servidores comissionados ligados a gabinetes parlamentares fazem repasses financeiros, surgem questionamentos legítimos sobre espontaneidade, voluntariedade e possível relação com cargos de confiança.
Além disso, outro ponto exige esclarecimento. Caso algum assessor não tenha filiação ao partido beneficiado, ou tenha vínculo com outra legenda, a justificativa de contribuição espontânea merece análise ainda mais cuidadosa.
Por isso, o caso mantém relevância pública.
Denunciante também vira alvo da defesa
A defesa afirma que o denunciante, ex-assessor da parlamentar, teria deixado o cargo por quebra de confiança e desídia funcional. Também sustenta que ele teria usado a denúncia como forma de retaliação política.
No entanto, essa alegação não elimina automaticamente o interesse público dos fatos narrados. Cabe aos órgãos competentes avaliar documentos, mensagens, comprovantes e depoimentos.
Até este momento, não há decisão judicial sobre o caso. Também não há conclusão oficial de eventual investigação administrativa ou criminal relacionada aos fatos citados na denúncia.
Reportagem adotou cautela jurídica
O Diário de Maringá utilizou a expressão “suposta” ao abordar a denúncia. Dessa forma, o portal não afirmou crime consumado, condenação judicial ou enriquecimento ilícito da parlamentar.
A reportagem tratou de uma denúncia formal, de interesse público, envolvendo gabinete parlamentar, servidores comissionados e contribuições políticas.
Portanto, a publicação se manteve no campo da apuração jornalística e do debate público.
Defesa questiona abordagem da pauta
Na manifestação enviada ao portal, a defesa afirma que a reportagem interpretou os fatos de forma inadequada. A vereadora também reafirma compromisso com conduta ética e critica o que chama de vazamento seletivo de informações administrativas.
Com a publicação do direito de resposta, os esclarecimentos apresentados pela parlamentar passam a integrar a cobertura jornalística do caso.
Nota da Redação
O Diário de Maringá esclarece que o jornalista Gilmar Ferreira procurou a vereadora Professora Ana Lúcia para falar sobre a reportagem original.
O assessor Gustavo informou, naquele momento, que a parlamentar não falaria sobre o assunto.
Posteriormente, durante a sessão da Câmara Municipal do dia 7 de maio, Gilmar Ferreira voltou a procurar a vereadora para oferecer novo espaço de manifestação. Novamente, conforme relato da reportagem, o assessor Gustavo informou que ela não concederia entrevista ao veículo naquele momento.
Além disso, o portal registra que a parlamentar tratou do tema na tribuna da Câmara Municipal e concedeu entrevistas a outros meios de comunicação.
Dessa forma, O Diário de Maringá reafirma que buscou o contraditório antes e depois da publicação. O veículo também respeita o direito de resposta previsto na legislação brasileira.
Por fim, o portal mantém seu compromisso com o interesse público, a liberdade de imprensa, a responsabilidade jurídica e o acompanhamento de temas que envolvem gabinetes públicos, servidores comissionados e contribuições políticas.




