Moradores acusam Prefeitura de Santa Inês de ação irregular e desumana

Moradores acusam Prefeitura de Santa Inês de ação irregular e desumana


A Prefeitura de Santa Inês, no Paraná, deve explicações públicas sobre a ação que destruiu 53 barracos da Ocupação Império do Paranapanema, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. Segundo relatos de moradores, a reintegração de posse ocorreu sem comunicação prévia às famílias, sem aviso às autoridades competentes e sem apresentação de ordem judicial.

De acordo com os ocupantes, máquinas e equipes ligadas ao município derrubaram os barracos e destruíram pertences pessoais das famílias. Além disso, os moradores afirmam que não receberam prazo para retirar móveis, documentos, roupas, ferramentas ou materiais usados no próprio sustento.

A denúncia é grave porque envolve famílias em situação de vulnerabilidade. Portanto, a administração municipal precisa esclarecer quem autorizou a operação, qual documento embasou a medida e por qual razão os moradores não receberam comunicação formal antes da demolição.

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Área seria particular, segundo moradores

Outro ponto central exige resposta imediata. Conforme os relatos, a área ocupada seria particular. Dessa forma, a Prefeitura não poderia promover reintegração de posse por conta própria, sem decisão judicial específica e sem observância dos procedimentos legais.

Os moradores afirmam que a administração municipal não apresentou qualquer documento que autorizasse a retirada das famílias. Além disso, alegam que nenhuma ordem judicial foi exibida durante a ação.

Caso essa informação se confirme, o episódio pode indicar grave violação de direitos, abuso administrativo e desrespeito ao devido processo legal. Por isso, o caso deve ser analisado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pelos órgãos de controle.

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Famílias ficaram sem teto

A ação deixou 53 famílias desamparadas. Segundo os ocupantes, todos mantinham o local limpo e organizado. Além disso, algumas famílias retiravam dali parte do sustento.

Com os barracos no chão, os moradores perderam não apenas abrigo. Também perderam objetos pessoais, materiais de trabalho e itens básicos de sobrevivência. Portanto, a Prefeitura precisa informar quais medidas adotou para garantir assistência social, abrigo emergencial, alimentação e proteção às crianças, idosos e demais pessoas vulneráveis.

A reintegração de posse, mesmo quando autorizada pela Justiça, exige planejamento, comunicação, acompanhamento social e respeito à dignidade humana. Assim, uma ação sem aviso e sem documento formal amplia ainda mais a preocupação.

Prefeitura deve explicações

O Diário de Maringá registra que as informações partem de moradores da Ocupação Império do Paranapanema. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Santa Inês.

Entre as perguntas que precisam de resposta estão: havia ordem judicial? Quem determinou a demolição? A área é pública ou particular? O Ministério Público foi comunicado? A assistência social acompanhou a ação? As famílias receberam prazo para retirar seus pertences? Onde estão abrigadas agora?

Enquanto essas respostas não aparecem, o fato concreto é duro: 53 famílias afirmam que perderam seus tetos em uma ação que, segundo elas, ocorreu sem aviso, sem amparo documental e sem respeito mínimo à dignidade humana.

TV Diário
Redação O Diário de Maringá

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