Mesmo em cenário favorável, Sandro Alex não decola e Requião Filho segue no jogo

Mesmo em cenário favorável, Sandro Alex não decola e Requião Filho segue no jogo


A pesquisa IRG sobre o Governo do Paraná reacendeu o debate sobre a sucessão estadual e expôs um dado politicamente incômodo para o grupo governista: mesmo em cenários testados com diferentes combinações de nomes, Requião Filho segue entre os principais protagonistas da disputa.

Segundo os dados apresentados, Sergio Moro aparece na liderança, com 39,4%. Em seguida, Requião Filho registra 18,1%. Rafael Greca soma 14,7%, enquanto Sandro Alex, nome ligado ao grupo do governador Ratinho Junior, aparece com 12,3%.

Portanto, o levantamento não apenas mede intenção de voto. Ele também revela a dificuldade do governo estadual em transformar máquina pública, articulação política e exposição institucional em preferência eleitoral consolidada.

Governismo ainda busca um nome competitivo

O resultado chama atenção porque Sandro Alex aparece atrás de adversários que já ocupam espaço próprio no eleitorado. Além disso, a pesquisa ocorre em um ambiente no qual o Palácio Iguaçu tenta organizar a sucessão de Ratinho Junior.

Ainda assim, os números indicam que o apoio governista, por enquanto, não basta para colocar o candidato do grupo em posição confortável.

Esse quadro também apareceu em pesquisas anteriores. Em abril, levantamento Genial/Quaest mostrou Moro com 35%, Requião Filho com 18%, Greca com 15% e Sandro Alex com 5% no cenário estimulado.

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Requião Filho permanece no centro da eleição

Apesar da estrutura menor, Requião Filho mantém presença relevante. Além disso, aparece novamente como possível nome de segundo turno, especialmente porque concentra voto de oposição e diálogo com setores críticos ao atual governo.

Por isso, a pesquisa pode ter efeito contrário ao pretendido por quem esperava uma demonstração de força do governismo. Afinal, ao testar cenários e reorganizar nomes, o levantamento acaba reforçando a permanência de Requião Filho no centro da disputa.

Pesquisa informa, mas também revela estratégia

Pesquisas eleitorais precisam ser analisadas com cautela. Cada cenário depende da lista apresentada ao eleitor, da metodologia, da amostra, da margem de erro e da forma de contratação.

Entretanto, o dado político mais visível é claro: o grupo de Ratinho Junior ainda não conseguiu produzir um sucessor eleitoralmente dominante. Enquanto isso, Requião Filho segue competitivo, Moro lidera o campo e Greca permanece como variável importante.

Portanto, a disputa pelo Palácio Iguaçu segue aberta. E, neste momento, os números indicam que a força da máquina ainda não resolveu o principal problema do governismo: convencer o eleitor.

TV Diário
Redação O Diário de Maringá

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