Marcelo Rangel, irmão de Sandro Alex, entra na lista de políticos do PSD com acordos judiciais

Marcelo Rangel, irmão de Sandro Alex, entra na lista de políticos do PSD com acordos judiciais


O acúmulo de acordos judiciais envolvendo nomes ligados ao PSD voltou a gerar críticas contra o grupo político do governador Ratinho Junior no Paraná. Embora os casos tenham desfechos diferentes e estejam previstos na legislação brasileira, adversários políticos e críticos do governo questionam a repetição de acordos que evitaram punições mais severas para integrantes da sigla.

Nos últimos anos, políticos do partido firmaram acordos de não persecução penal ou cível com o Ministério Público e a Justiça. Em comum, os casos envolvem investigações sobre improbidade, corrupção, propina ou uso irregular da máquina pública. Apesar disso, muitos dos investigados evitaram condenações mais pesadas ou prisão após admitir irregularidades e aceitar pagamento de multas.

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Márcio Nunes admitiu irregularidade em caso dos respiradores

O secretário estadual Márcio Nunes assinou, em novembro de 2025, um acordo de não persecução cível relacionado ao uso político de uma doação de respiradores durante a pandemia.

Segundo os termos divulgados à época, o secretário admitiu irregularidades na conduta investigada e concordou em pagar multa de R$ 23 mil. Em contrapartida, o acordo encerrou a ação sem aplicação de sanções mais graves previstas na legislação de improbidade administrativa.

O caso provocou repercussão porque Márcio Nunes permanece em cargo estratégico no governo estadual. Além disso, críticos passaram a questionar se agentes públicos ligados ao grupo governista recebem tratamento mais brando em investigações.

Moacyr Fadel confessou recebimento de propina

Outro nome citado nas críticas é o do deputado estadual Moacyr Fadel, também filiado ao PSD.

Ele firmou acordo de não persecução penal após confessar ter recebido R$ 15 mil da empresa Aviação Iapó quando exercia o cargo de prefeito de Castro. O valor foi tratado na investigação como propina.

Após o acordo, Fadel também evitou penas mais severas. O desfecho reforçou o discurso de opositores de que políticos influentes conseguem resolver processos com pagamento de multas e sem prisão.

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Marcelo Rangel fechou acordo com Ministério Público

O deputado Marcelo Rangel também aparece entre os casos recentes envolvendo integrantes do PSD.

Em 2025, ele assinou acordo com o Ministério Público em investigação sobre suposto desvio de função de assessores parlamentares. O caso poderia resultar em responsabilização por improbidade administrativa.

Pelo acordo, Marcelo Rangel aceitou pagamento de R$ 130 mil. A medida encerrou o processo sem avanço para uma eventual condenação judicial mais pesada.

Ademar Traiano também entrou na lista

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano, igualmente ligado ao PSD, firmou acordo de não persecução penal após admitir recebimento de valores do empresário Vicente Malucelli.

O caso envolveu investigação relacionada a contrato da TV Assembleia. O acordo evitou continuidade da ação penal tradicional e ampliou a pressão política sobre o grupo governista.

A oposição utiliza o episódio para sustentar que há um padrão de proteção política dentro da estrutura de poder do Paraná. Já aliados do governo afirmam que os acordos seguem instrumentos legais previstos na legislação brasileira e aprovados pelo próprio sistema de Justiça.

Instrumentos legais geram debate sobre impunidade

Os acordos de não persecução penal e cível passaram a ser amplamente utilizados no Brasil após mudanças legislativas recentes. A proposta oficial busca acelerar resoluções processuais, reduzir sobrecarga do Judiciário e garantir reparação de danos sem necessidade de longas ações judiciais.

Entretanto, críticos argumentam que o mecanismo pode transmitir sensação de impunidade quando aplicado em casos envolvendo agentes públicos e suspeitas de corrupção.

No Paraná, adversários do governo afirmam que a repetição de acordos envolvendo integrantes do PSD fortalece o desgaste político do grupo liderado por Ratinho Junior justamente em período pré-eleitoral.

Por outro lado, juristas lembram que os acordos dependem de homologação judicial e previsão legal, além de exigirem confissão, reparação financeira ou cumprimento de medidas determinadas pelo Ministério Público.

Debate deve ganhar força nas eleições

Com a aproximação das eleições estaduais, os casos tendem a voltar ao centro do debate político no Paraná. A oposição já utiliza os episódios para questionar o discurso de moralidade administrativa do grupo governista.

Enquanto isso, aliados do Palácio Iguaçu defendem que os acordos demonstram funcionamento das instituições e afirmam que não houve condenações definitivas contra os envolvidos.

Além do deputado estadual Adriano José, que também se filiou ao PSD e já teve o nome citado em denúncias relacionadas a uma suposta rachadinha superior a R$ 5 milhões.

A discussão promete intensificar o ambiente político nos próximos meses, principalmente porque vários dos nomes citados permanecem ativos na estrutura de poder do estado.

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Redação O Diário de Maringá

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