Escolha da panela antiaderente exige atenção ao material

Escolha da panela antiaderente exige atenção ao material


O consumidor brasileiro passou a ler rótulos, comparar composições e perguntar de que são feitos os produtos que leva para casa. As decisões de compra de alimentos, por exemplo, deixaram de girar apenas em torno de preço e sabor e passaram a considerar saúde, bem-estar e a origem dos produtos, como indica a pesquisa Voz do Consumidor 2025, conduzida pela PwC com mais de 20 mil pessoas em 28 países, incluindo o Brasil.

Essa atenção, antes restrita ao rótulo dos alimentos, alcançou também os utensílios em que esses alimentos são preparados. As panelas antiaderentes, presentes na maior parte das cozinhas brasileiras, passaram a ser observadas não só pela praticidade, mas pela composição do revestimento que as recobre.

O revestimento antiaderente mais difundido no mercado é o politetrafluoroetileno (PTFE), um fluoropolímero utilizado em panelas antiaderentes e pertencente ao grupo dos compostos fluorados, popularizado por marcas comerciais como Teflon.

Em uso doméstico comum, o material é considerado estável e seguro. A ressalva está no calor: quando submetido a temperaturas muito altas (acima de 260 °C), sobretudo em uma panela deixada vazia sobre a chama, o revestimento pode começar a se degradar e liberar vapores que, se inalados, podem causar sintomas semelhantes aos de uma gripe.

Para Alexandre Campos, fundador e diretor da Bravatti, marca do varejo de utensílios de cozinha, a discussão acompanha a maturidade do próprio consumidor. "Desde a popularização dos revestimentos antiaderentes à base de PTFE, diferentes estudos passaram a analisar os impactos desses materiais ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde a fabricação até o uso doméstico. Ao longo das últimas décadas, alguns compostos historicamente associados à produção desses revestimentos passaram a ser questionados, cada vez mais, por órgãos reguladores e pela comunidade científica, levando a mudanças importantes na indústria", afirma Campos.

À medida que a informação sobre a composição dos utensílios passou a circular fora dos círculos técnicos, o comprador comum incorporou esse critério à decisão que antes se resumia a marca, preço e praticidade.

"Hoje o consumidor pesquisa mais, compara produtos e procura entender quais materiais estão presentes nos utensílios que utiliza diariamente. Questões relacionadas à saúde, sustentabilidade e durabilidade passaram a influenciar diretamente a decisão de compra. Como consequência, o mercado vem investindo mais em tecnologias inovadoras, certificações e transparência na comunicação", comenta o diretor.

As possibilidades do mercado

Diante dessa demanda, a indústria de utensílios passou a oferecer revestimentos que buscam reduzir ou eliminar o uso de compostos fluorados. Surgiram superfícies reforçadas com partículas de titânio, acabamentos que imitam pedra e os revestimentos de base cerâmica, cada um com características próprias de vida útil e resistência.

Os cerâmicos partem de uma composição diferente da dos antiaderentes fluorados. Produzidos a partir de minerais, não integram a família dos PFAS e, por isso, não levam PTFE, PFOA nem PFAS em sua formulação; a antiaderência, nesse caso, é de origem mineral.

Como contrapartida, o executivo explica que os revestimentos cerâmicos possuem características próprias de utilização. Diferentemente de alguns revestimentos fluorados, seu melhor desempenho costuma ser alcançado com o uso de uma pequena quantidade de óleo ou azeite, especialmente durante o preparo de alimentos mais delicados. Essa característica faz parte da tecnologia e não representa um defeito do produto.

A Bravatti adota essa tecnologia na linha de panelas com o revestimento Neo Ceramic, aplicado sobre corpo de alumínio. Segundo a empresa, a formulação dispensa esses compostos e reúne certificações internacionais de segurança alimentar.

"O Neo Ceramic é uma tecnologia desenvolvida para oferecer alta performance antiaderente com foco em praticidade, durabilidade e segurança. Nas panelas Bravatti, o revestimento é livre de PFAS, PFOA, PTFE e metais pesados, permitindo o preparo dos alimentos com menos óleo, entre outras funcionalidades", revela Campos.

O que observar na hora de escolher uma panela?

Na avaliação de um utensílio voltado ao uso diário, alguns critérios ajudam a orientar a decisão. A procedência da marca e a clareza das informações sobre os materiais do produto são o primeiro filtro. A estrutura da panela, a distribuição de calor, a compatibilidade com diferentes tipos de fogão e a durabilidade do revestimento completam a análise.

"É importante buscar panelas que sejam livres de substâncias potencialmente indesejadas e que apresentem informações claras sobre suas tecnologias. Além disso, produtos que exigem menos óleo no preparo dos alimentos e facilitam a limpeza tendem a contribuir para uma experiência mais prática e saudável no dia a dia. Mais do que uma simples panela, o consumidor deve procurar uma solução que ofereça segurança, desempenho e confiança para o uso frequente", orienta o diretor.

O retorno do tema ao debate público acompanha uma população mais crítica, que estende ao utensílio a mesma atenção antes reservada ao alimento. "O consumidor atual não busca apenas uma panela bonita ou funcional, mas também um produto que transmita confiança e esteja alinhado ao seu estilo de vida", conclui o executivo.

Para mais informações, basta acessar o site da Bravatti.

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