Alimentação do futuro impulsiona aposta da Polpa Brasil em alimentos naturais e menos processados

Alimentação do futuro impulsiona aposta da Polpa Brasil em alimentos naturais e menos processados


Especialista em ingredientes naturais, indústria desenvolve alimentos menos processados e alinhados às novas exigências dos consumidores

A forma como as pessoas escolhem o que colocar no prato está mudando. Cada vez mais, consumidores buscam alimentos naturais, nutritivos e produzidos de forma sustentável, deixando em segundo plano produtos com longas listas de ingredientes e alto grau de processamento. A tendência, identificada por estudos internacionais, indica que a alimentação do futuro será marcada pela valorização dos alimentos in natura e de produtos que ofereçam praticidade sem abrir mão da qualidade nutricional.

Para empresas que atuam no desenvolvimento de alimentos, essa transformação já deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade. É nesse cenário que a Polpa Brasil, especializada no desenvolvimento de ingredientes à base de frutas e vegetais, vem ampliando investimentos em soluções que unem tecnologia, conveniência e preservação das características naturais dos alimentos. Há mais de 25 anos, a empresa desenvolve ingredientes e produtos que acompanham a evolução do comportamento do consumidor e atendem à crescente demanda por formulações mais simples e transparentes.

Segundo Ramon Lacowicz, CEO da Polpa Brasil, a mudança representa uma transformação estrutural para toda a indústria alimentícia. “O consumidor mudou e a indústria precisou evoluir junto. Hoje, inovação não significa apenas criar novos produtos, mas desenvolver alimentos que preservem a qualidade nutricional, utilizem ingredientes naturais e ofereçam praticidade para o dia a dia. A alimentação do futuro passa por soluções mais transparentes, menos processadas e que respeitem a essência dos alimentos”, afirma.



Essa mudança de comportamento acompanha um volume crescente de evidências científicas sobre os impactos da alimentação na saúde. Além da preocupação com sabor e preço, os consumidores passaram a valorizar a transparência, a origem dos ingredientes e a qualidade nutricional dos produtos que levam para casa.

“Hoje as pessoas querem alimentos que façam sentido para a saúde e para a rotina. Elas leem os rótulos, procuram ingredientes que conhecem e valorizam produtos que preservam as características naturais. As informações nutricionais passaram a ser um dos principais critérios de escolha”, afirma a nutricionista da Polpa Brasil, Andressa Meira.

Ciência reforça benefícios dos alimentos menos processados

Essa mudança de percepção também encontra respaldo na ciência. Uma revisão publicada em 2024 na revista Food & Nutrition Research concluiu que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está associado ao aumento do risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e mortalidade por todas as causas. Já a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alerta que padrões alimentares pouco saudáveis respondem pela maior parte dos custos ocultos dos sistemas alimentares globais, refletindo diretamente na saúde da população.

Nesse cenário, cresce também a procura por alimentos com o conceito conhecido como clean label — formulados com poucos ingredientes, de origem conhecida e facilmente identificáveis pelo consumidor. A transparência na composição deixou de ser um diferencial para se tornar um fator importante na decisão de compra, especialmente entre os públicos mais jovens.

Segundo Andressa, essa mudança também desafia a indústria a inovar. Não basta retirar ingredientes artificiais. É preciso desenvolver produtos que preservem sabor, segurança, qualidade nutricional e praticidade. O consumidor quer entender o que está consumindo e espera alimentos cada vez mais próximos da sua origem”, destaca.

Frutas ganham protagonismo na alimentação

As frutas ocupam posição de destaque nesse novo cenário. Além de fornecerem naturalmente vitaminas, minerais, fibras e compostos antioxidantes, elas permitem o desenvolvimento de produtos práticos que dispensam grandes quantidades de ingredientes artificiais, conciliando sabor, valor nutricional e conveniência.

Na Polpa Brasil, essa proposta orienta tanto o desenvolvimento de ingredientes destinados à indústria alimentícia quanto das marcas próprias voltadas ao consumidor final. A partir da expertise da empresa no processamento de frutas, tecnologias de desidratação preservam suas características naturais e ampliam as possibilidades de consumo em diferentes formatos, transformando a fruta em snacks, barras e alimentos funcionais com formulações mais simples e alinhadas ao conceito clean label.

Entre os destaques está a linha de barras proteicas Nátikos, que combina uma base de frutas com 12 gramas de proteína vegetal, oferecendo uma alternativa diferenciada em relação aos produtos tradicionalmente encontrados na categoria. A empresa também desenvolveu as Bolinhas de Frutas Recheadas, que unem uma base de frutas e recheios de base vegetal, como creme de chocolate branco ou pasta de amendoim, além da linha Nátikinhos, criada especialmente para o público infantil e famílias. Os produtos têm em comum o compromisso de oferecer praticidade, sabor e qualidade nutricional, sem ingredientes de origem animal, sem adição de conservantes, açúcares ou aditivos artificiais.

Outro desafio que vem sendo superado pela indústria é a ideia de que alimentos naturais são menos práticos. O avanço das tecnologias de processamento e conservação permite ampliar a vida útil de diversos produtos preservando suas características nutricionais, sem a necessidade de conservantes artificiais.

“Não faz mais sentido tratar saúde e praticidade como escolhas opostas. A inovação na indústria de alimentos tem mostrado que é possível oferecer produtos convenientes, seguros e nutricionalmente equilibrados, respeitando aquilo que o consumidor procura: ingredientes naturais e qualidade”, destaca Andressa.

O movimento também está alinhado às transformações observadas pela FAO, que aponta que os sistemas alimentares precisarão se tornar cada vez mais saudáveis e sustentáveis para atender às demandas da população mundial. A expectativa é que essas tendências continuem moldando o mercado nos próximos anos, ampliando o espaço para alimentos com maior densidade nutricional, menor processamento e origem cada vez mais transparente.

Para Ramon Lacowicz, essa evolução representa uma oportunidade para aproximar ainda mais a fruta da rotina dos consumidores.

“Nosso desafio é mostrar que é possível levar a fruta para diferentes momentos de consumo sem perder sua essência. Investimos continuamente em tecnologia para desenvolver produtos que conciliam praticidade, qualidade nutricional e ingredientes reconhecidos pelo consumidor. É esse caminho que enxergamos para a alimentação do futuro“, afirma.

TV Diário

Francielli

Jornalista com quase 20 anos de experiência. Sua carreira está dividida em mais de 10 anos como produtora, pauteira e editora chefe de TV e alguns bons anos como assessora de imprensa. Apaixonada por novidades, tendências e viagens.

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