Acordo da OPAS e Gilead para Prevenção do HIV na América Latina é uma Vitória da Sociedade Civil, diz AHF



A AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização mundial de assistência relacionada ao HIV, saúda um novo acordo entre a Gilead Sciences e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) que poderá ampliar o acesso ao lenacapavir para a prevenção do HIV em 14 países da América Latina. O acordo representa um passo positivo para a expansão do acesso na região e uma vitória para a sociedade civil.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20260917729965/pt/

Dr. Patricia Campos (middle), AHF Bureau Chief for Latin America & the Caribbean, speaks to attendees at a World AIDS Day concert in Mexico City on Nov. 29, 2025, about the importance of holding Gilead accountable for keeping lenacapavir out of reach of most countries in the region.

Dr. Patricia Campos (middle), AHF Bureau Chief for Latin America & the Caribbean, speaks to attendees at a World AIDS Day concert in Mexico City on Nov. 29, 2025, about the importance of holding Gilead accountable for keeping lenacapavir out of reach of most countries in the region.



A AHF esteve entre as primeiras organizações a se mobilizar em torno de preocupações de que o acordo inicial entre a Gilead e a OMS excluía países latino-americanos, unindo-se a outras organizações da sociedade civil para exigir a ampliação do acordo. O Instituto Global de Saúde Pública da AHF, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Pública do México, também realizou um estudo analisando o impacto potencial do lenacapavir nos países da América Latina. O estudo destacou que alcançar um maior impacto na saúde pública dependerá tanto de uma redução significativa no preço quanto da aceitação por parte dos potenciais usuários.

O fato de a OPAS ou a Gilead reconhecerem ou não o papel desempenhado pela sociedade civil, por outros atores não estatais e pelas comunidades na concretização deste acordo pode parecer irrelevante para muitos; no entanto, é um fato que, desde o início da epidemia na década de 1980, esses atores têm desempenhado um papel fundamental para viabilizar acordos de tratamento e prevenção do HIV.

“É animador ver a OPAS e a Gilead criando um caminho para o acesso em países que foram excluídos do acordo anterior entre a Gilead e a OMS. No entanto, por se tratar de um arranjo distinto do acordo inicial, o objetivo não deve ser apenas um preço justo, mas sim um preço genuinamente acessível”, afirmou o Dr. Jorge Saavedra, diretor executivo do AHF Global Public Health Institute e ex-diretor-geral do Programa Nacional de AIDS do México. “Na saúde pública, costumamos dizer que é melhor prevenir do que remediar. Para nós, isso também significa que a prevenção deve ser menos custosa do que o tratamento.”

O Dr. Saavedra acrescentou: “Como convencer um governo latino-americano a pagar mais pelo lenacapavir para fins de prevenção se o tratamento antirretroviral é mais barato e também atua como prevenção secundária? Isso criaria uma grande contradição tanto na saúde pública quanto na economia.”

“Argentina, Brasil, México e Peru ajudaram a gerar as evidências clínicas para o lenacapavir por meio do estudo fundamental PURPOSE 2 da Gilead; no entanto, esses países foram excluídos do acordo original de licenciamento voluntário da empresa”, disse a Dra. Patricia Campos, chefe do escritório da AHF para a América Latina e o Caribe. “As pessoas que ajudam a tornar possível a inovação médica não deveriam, posteriormente, se ver do lado errado de uma barreira de acesso.”

Também permanecem questões importantes sobre o que o novo acordo significará na prática. A AHF insta a Gilead e a OPAS a garantirem transparência quanto a preços, cronogramas, requisitos regulatórios e outros termos fundamentais, assegurando que o acordo resulte em acesso oportuno e a preços genuinamente acessíveis. Um novo mecanismo de aquisição é bem-vindo, mas o acesso não pode existir apenas no papel.

A AHF reconhece a alta eficácia do lenacapavir, mas ressalta que ele está longe de ser uma solução mágica para o controle da epidemia de HIV. A aceitação entre as populações de maior risco também será um fator decisivo nessa equação. A AHF continuará trabalhando com governos, sociedade civil e parceiros em toda a região para defender um acesso equitativo e sustentável ao lenacapavir, juntamente com toda a gama de ferramentas comprovadas de prevenção do HIV, incluindo preservativos.

A AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização mundial de assistência à saúde voltada para o HIV/AIDS, oferece medicamentos de ponta e realiza ações de defesa de direitos para mais de 3 milhões de pessoas em 50 países, incluindo os EUA, bem como na África, América Latina/Caribe, região da Ásia-Pacífico e Europa Oriental. Em janeiro de 2025, a AHF recebeu o prêmio MLK, Jr. Social Justice Award, a mais alta distinção do The King Center para uma organização que lidera trabalhos na área de justiça social. Para saber mais sobre a AHF, acesse nosso site AIDShealth.org, encontre-nos no Facebook e siga-nos no Instagram, Twitter e TikTok.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

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Fonte: BUSINESS WIRE

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