Nextcomm apresenta IA personalizada para atendimento com foco em proteção de dados

Nextcomm apresenta IA personalizada para atendimento com foco em proteção de dados


Sistema integra telefonia, WhatsApp, site e aplicativo, reconhece o paciente pelo contexto do atendimento e foi desenvolvido para operar de acordo com a LGPD e as diretrizes da ISO/IEC 42001

Na “era da IA”, empresas de tamanhos e segmentos variados deram início a uma corrida em busca de soluções tecnológicas personalizadas. Neste cenário, algumas das ferramentas mais procuradas são os softwares de atendimento autônomo, conhecidos como “chatbots”. Pensando em suprir esta demanda, a Nextcomm, empresa curitibana especialista em soluções para o relacionamento com o cliente, desenvolveu uma ferramenta de IA própria, capaz de oferecer assistência virtual humanizada, integrada e altamente assertiva. A tecnologia desenvolvida em solo paranaense já tem seu primeiro cliente, a operadora de saúde Unimed, que apresentou a novidade para seus associados em seu simpósio estadual realizado no último mês de agosto.

Entre os diferenciais da tecnologia, está um cuidado especial com a gestão das informações dos usuários do serviço: a empresa adaptou seu chatbot para adequá-lo integralmente não só à legislação de proteção de dados já vigente, mas também à novas regras regulatórias do uso destas tecnologias que deverão ser implementadas num futuro breve. Informações como consultas, exames e demais detalhes relacionados à saúde são considerados dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Apresentando durante o SUESPAR 2026, o Simpósio das Unimeds do Estado do Paraná, o sistema da Nextcomm é capaz de realizar atendimento, agendamento e relacionamento autônomo com beneficiários. A tecnologia permite criar uma IA personalizada para cada operação, com identidade própria e integração aos sistemas e bancos de dados internos da empresa, mantendo o contexto das interações e permitindo que a equipe humana acompanhe o atendimento e assuma a conversa quando necessário.



O CEO e fundador da Nextcomm, Luiz Santin, detalha o fluxo do atendimento a partir do uso da ferramenta: “A ideia é fazer com que a tecnologia desapareça da experiência do paciente. Ele não precisa aprender como a plataforma funciona; é a plataforma que precisa entender como aquela pessoa prefere ser atendida. Quando a IA conhece o contexto, entende a solicitação e consegue resolver o que precisa ser resolvido sem obrigar o usuário a navegar por menus, o atendimento se torna muito mais próximo e humanizado”, afirma.

Para clínicas e hospitais, a solução também foi concebida para se adaptar à operação já existente. A IA pode utilizar a identidade visual da instituição, conhecer os pacientes a partir das informações disponibilizadas pelos sistemas integrados, e realizar todos os procedimentos que já eram executados pelo atendimento convencional.

Ambiente em transformação

Além da experiência do usuário, a Nextcomm coloca a governança da inteligência artificial no centro do desenvolvimento do projeto. O material apresentado no SUESPAR destaca a conformidade com a LGPD e a ISO/IEC 42001, norma internacional que estabelece requisitos para sistemas de gestão de inteligência artificial e orienta organizações na administração contínua de riscos e oportunidades associados ao uso de IA.

O movimento regulatório brasileiro também vem avançando. O principal projeto em discussão, o PL 2338/2023, estabelece princípios, direitos, deveres, mecanismos de governança, transparência e gestão de riscos para o desenvolvimento e o uso de IA. A proposta foi aprovada pelo Senado e, atualmente, tramita na Câmara dos Deputados por meio de uma Comissão Especial.

Ao mesmo tempo, o Congresso já discute propostas específicas relacionadas ao uso de IA em setores de maior sensibilidade. No Senado, por exemplo, o PL 931/2026 estabelece princípios éticos, diretrizes de governança, requisitos de transparência e mecanismos de controle para sistemas de IA na área da saúde; a proposta está pronta para entrar na pauta da Comissão de Assuntos Sociais. Na Câmara, também avançam proposições relacionadas à governança de agentes de IA, transparência, auditabilidade e tratamento de dados utilizados por esses sistemas.

A atenção a esse contexto regulatório norteou toda a criação da ferramenta: “Não queríamos criar uma solução que funcionasse somente de acordo com as regras de hoje, para depois precisar ser reconstruída quando novas exigências surgissem. Em um setor como a saúde, em que estamos lidando com informações extremamente sensíveis, antecipar esse movimento regulatório é parte essencial do próprio desenvolvimento tecnológico”, destaca Santin.

Segundo os gestores da empresa, a expectativa é que o sistema seja adotado por companhias não apenas da área da saúde, mas por qualquer organização que esteja em busca de soluções de atendimento e comunicação. A IA da Nextcomm é adaptável e permite que o protocolo adeque-se às características específicas do segmento das empresas em que atua, um trunfo que promete dar lugar de destaque à marca no competitivo cenário da corrida por soluções em inteligência artificial.

TV Diário
Francielli

Francielli

Jornalista com quase 20 anos de experiência. Sua carreira está dividida em mais de 10 anos como produtora, pauteira e editora chefe de TV e alguns bons anos como assessora de imprensa. Apaixonada por novidades, tendências e viagens.

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