Professora Ana Lúcia: a Câmara vai decidir ou deixar o processo se arrastar?
A Câmara ouviu os envolvidos e examinou as quatro acusações. Agora, os vereadores precisam concluir o processo em plenário.
Por Gilmar Ferreira
A Câmara de Maringá deve marcar, o mais rápido possível, a votação do processo envolvendo a vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues. O plenário recebeu a denúncia em julho. Desde então, os envolvidos prestaram depoimento e a parlamentar apresentou sua defesa. Agora, cabe aos vereadores decidir.
A apuração examinou quatro acusações: assédio moral, cobrança de contribuição partidária, atividades supostamente alheias ao cargo de assessor e registro de ponto sem prestação de serviços.
No caso das contribuições partidárias, há uma distinção. O ex-assessor fez pagamentos ao partido mesmo sem filiação. Porém, os elementos examinados não demonstraram que Ana Lúcia tenha condicionado sua permanência no cargo a esses pagamentos. A apuração também considerou os depoimentos e a defesa ao tratar das demais acusações. Ainda assim, só o voto dos vereadores pode concluir o processo.
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O plenário precisa decidir
O plenário autorizou a abertura do processo. Por isso, deve agora votar as acusações e permitir que a população conheça a posição de cada vereador.
Enquanto a votação não ocorre, a denúncia segue sem resposta definitiva e Ana Lúcia continua submetida ao processo. Além disso, o cidadão não sabe como seus representantes avaliaram os fatos. A presidência da Câmara deve, portanto, convocar a sessão de julgamento na primeira data possível e assegurar o direito de defesa.
Esta cobrança não antecipa um resultado favorável ou contrário à vereadora. Pede uma decisão. Se as provas não sustentarem a cassação, os vereadores devem preservar o mandato. Se sustentarem, cabe ao plenário decidir conforme as regras do processo. Depois de ouvir os envolvidos e examinar as quatro acusações, a Câmara precisa votar.



