Após oito anos como vice-prefeito, Scabora desidrata nas urnas e fica longe de uma vaga em Brasília
Ex-vice-prefeito de Maringá obteve 2.123 votos para deputado federal, contra 44.004 na disputa municipal de 2024; Herradon somou 4.878 para deputado estadual.
Por Gilmar Ferreira
Edson Ribeiro Scabora (MDB), ex-vice-prefeito de Maringá por oito anos, recebeu 2.123 votos para deputado federal pelo Paraná nas eleições de 2026, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na classificação consultada, ficou na 170ª posição entre os candidatos ao cargo no estado.
O resultado mostra uma forte desidratação eleitoral em relação à disputa pela Prefeitura de Maringá em 2024. Naquela eleição, pelo PSD, Scabora conquistou 44.004 votos, equivalentes a 21,89% dos votos válidos. Terminou em segundo lugar, atrás de Silvio Barros (PP), eleito no primeiro turno.
Dois anos depois, sua candidatura federal reuniu apenas 4,8% daquela votação. A diferença chega a 41.881 votos, uma redução de aproximadamente 95,2% na comparação entre os totais das duas eleições.
As disputas têm regras, concorrentes e circunstâncias diferentes. Por isso, os números não demonstram que exatamente os mesmos eleitores abandonaram Scabora. Ainda assim, revelam que o desempenho alcançado na campanha para prefeito não se repetiu na tentativa de chegar à Câmara dos Deputados.
Fausto Herradon recebeu mais que o dobro
A comparação com Fausto Eduardo Herradon (Avante), ex-prefeito de Floraí e ex-secretário municipal de Maringá, acentua o contraste. Na apuração consultada, com 99,98% das urnas totalizadas, Herradon somava 4.878 votos para deputado estadual.
Foram 2.755 votos a mais que Scabora, uma votação aproximadamente 2,3 vezes maior. O ex-vice-prefeito de Maringá recebeu menos da metade dos votos registrados para Herradon.
Embora tenham concorrido a cargos distintos, ambos disputaram votos em todo o Paraná. A comparação mostra a diferença no volume de apoio recebido, mas não permite equiparar as condições necessárias para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Para Scabora, o resultado representa um revés depois de oito anos na vice-prefeitura e de uma candidatura recente ao comando de Maringá. A trajetória e a exposição pública não bastaram para sustentar uma votação próxima à de 2024.



