Modelagem patenteada que dispensa sutiã projeta R$ 8 milhões

Modelagem patenteada que dispensa sutiã projeta R$ 8 milhões


O e-commerce brasileiro de moda faturou R$ 2,9 bilhões em 2025, alta de 35% em relação ao ano anterior, segundo a NuvemCommerce, com mais de 10 milhões de produtos vendidos. A moda segue como a principal vertical do comércio eletrônico nacional em volume. Dentro desse mercado, um recorte específico ganhou espaço no último ano: peças com sustentação embutida que eliminam o uso de sutiã.

A MGS – Mari Gelinski Store, uma marca autoral de moda feminina, desenvolveu e registrou uma modelagem batizada de "Dispensa o Sutiã". A estrutura utiliza recortes anatômicos, tecidos com maior firmeza e sistema interno de sustentação, desenvolvido desde a projeção de cada peça. O resultado é uma roupa que substitui a função do sutiã em modelos como cropped, tops, blusas de alça fina, costas abertas e decotes profundos — categorias em que a sustentação tradicionalmente depende de peças complementares.

O registro ocorre em um contexto de expansão da propriedade industrial no país. Em 2025, o INPI recebeu 29.557 pedidos de patentes, alta de 6,7% e melhor resultado desde 2016. Os pedidos de desenhos industriais cresceram 35,7% no período. Segundo estudo do próprio INPI sobre a indústria da moda, 82% dos depósitos de patentes de invenção no segmento têxtil vêm de depositantes não residentes no Brasil — o que coloca registros feitos por empresas nacionais em posição de menor concorrência interna.

A modelagem nasceu de uma necessidade pessoal da fundadora, Mari Gelinski, ao tentar montar looks com costas abertas sem encontrar peças que oferecessem sustentação sem gambiarras. A marca começou a operar em 2021, com faturamento de R$ 92 mil. Em 2024, atingiu R$ 1,1 milhão e, em 2025, R$ 4,2 milhões, com mais de 16 mil pedidos no ano. Para 2026, a projeção é de mais de R$ 8 milhões.



O movimento acompanha o setor têxtil como um todo: a cadeia têxtil e de confecção brasileira faturou R$ 203,9 bilhões em 2024, com alta de 7% frente ao ano anterior, segundo a ABIT. O varejo de vestuário e calçados deve encerrar 2026 com faturamento estimado em R$ 396 bilhões, conforme projeções do IEMI – Inteligência de Mercado.

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