Após nova suspensão do “Exército do Lula”, Janones pede a mais de 4,2 milhões de seguidores que não ataquem a Justiça
Deputado promete cumprir as decisões judiciais, declara confiança em Nunes Marques e orienta apoiadores a concentrar as críticas nos adversários políticos.
O deputado federal André Janones pediu aos participantes do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, que não ataquem o Judiciário após a nova ordem de suspensão determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. No áudio encaminhado à reportagem, ele afirmou que cumprirá as decisões e declarou confiança na Justiça brasileira.
A orientação se dirige a um canal com mais de 4,2 milhões de seguidores, conforme informação fornecida à reportagem. Durante a gravação, Janones menciona um público de quase 4,3 milhões de pessoas.
Ao falar diretamente aos participantes, o deputado pediu respeito aos ministros, citou Nunes Marques e orientou o grupo a evitar ataques ao TSE.
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Janones rejeita ataques às instituições e à imprensa
Durante a manifestação, Janones afirmou que poderia usar o alcance do canal para direcionar ataques ao Judiciário, ao TSE e à imprensa. Entretanto, rejeitou essa possibilidade e defendeu uma mobilização democrática.
“Nós não vamos fazer isso, porque o nosso exército é um exército democrático”, declarou.
Segundo o deputado, a extrema-direita se fortaleceu por meio de ataques às instituições e aos veículos de imprensa. Essa avaliação expressa a posição política de Janones.
Por isso, ele pediu aos seguidores que não reproduzam o comportamento que atribui ao bolsonarismo. Na sua avaliação, a mobilização deve defender a democracia, em vez de disputar quem exercerá um poder autoritário.
“Aqui é uma luta em defesa da democracia”, afirmou.
Deputado promete cumprir decisões judiciais
Ao comentar sua reação à suspensão, Janones assegurou que cumprirá todas as decisões. Além disso, afirmou que continuará a mobilização com os participantes e a atuação jurídica com seus advogados.
O parlamentar ressaltou, porém, que essa reação não deve incluir ataques à Justiça. Também declarou confiar na imparcialidade de Nunes Marques.
“Eu confio no TSE. Eu confio no STF”, disse, em referência ao Supremo Tribunal Federal.
Para Janones, as disputas entre políticos não devem interferir nas decisões judiciais. Dessa forma, orientou os participantes a manter o confronto no campo político.
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Críticas devem se concentrar nos adversários, afirma Janones
Embora tenha pedido respeito às instituições, o deputado direcionou a reação a quem solicitou a medida contra o canal.
“Não ataquem. Ataquem quem pediu isso”, afirmou.
Na sequência, explicou que os políticos têm o direito de confrontar e criticar seus adversários. Contudo, pediu que os seguidores não levem essa disputa para dentro do Judiciário.
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Janones também atribuiu a grupos de extrema-direita uma estratégia de enfraquecimento das instituições. Essa acusação integra sua manifestação política.
Ao encerrar, voltou a defender a mobilização democrática dos participantes: “Nós vamos vencer pelo caminho do bem, pelo caminho da democracia.”
Nunes Marques exige regularização do canal
A manifestação respondeu à decisão de Nunes Marques nesta terça-feira (13). Segundo o UOL, o ministro determinou que o “Exército do Lula” saia novamente do ar até sua regularização na Justiça Eleitoral.
Para retomar o funcionamento, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa comunicar o endereço como ferramenta oficial de propaganda eleitoral. Na avaliação do ministro, o canal funcionava sem o registro exigido.
A decisão também prevê possível responsabilização da coligação de Lula por uso irregular da ferramenta.
Fiscalização também alcançará canais ligados a Flávio Bolsonaro
Além da regularização, Nunes Marques determinou o acompanhamento das publicações pelo TSE. A fiscalização também alcançará canais públicos mantidos pela chapa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ou efetivamente vinculados à campanha.
Nesse acompanhamento, a Meta deverá identificar e retirar conteúdos iguais ou substancialmente equivalentes aos que já tenham ordens de remoção em vigor no tribunal.
A nova determinação ocorre após decisões divergentes no fim de semana. Inicialmente, Nunes Marques suspendeu o canal. Depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou sua retomada e encaminhou a controvérsia para análise do plenário.
Segundo a CNN Brasil, Nunes Marques defendeu tratamento equivalente para situações semelhantes. O ministro afirmou ainda que eventuais suspensões dependem de decisões específicas, independentemente da candidatura envolvida.



