Maringaense que sofreu abuso sexual na infância revela sua história e explica por que não vota em Bolsonaro

Maringaense que sofreu abuso sexual na infância revela sua história e explica por que não vota em Bolsonaro


Tairine Gabriela, de 25 anos, formada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), compartilha experiência pessoal, critica propostas políticas e defende a educação como instrumento de proteção de crianças e adolescentes.

A maringaense Tairine Gabriela, de 25 anos, decidiu tornar pública uma experiência dolorosa de sua infância para explicar seu posicionamento político nas eleições de 2026. Em um vídeo, ela relata que foi vítima de violência sexual quando criança e afirma que essa experiência influencia diretamente sua decisão de não votar em candidatos da família Bolsonaro.

“Eu sou a Tairine, eu tenho 25 anos e eu fui vítima de pedofilia quando eu era criança. E esse é um dos maiores motivos do porquê eu nunca vou votar em nenhum Bolsonaro”, declarou.

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Ao longo do depoimento, Tairine apresenta críticas à atuação política da família Bolsonaro, menciona acusações envolvendo integrantes do campo político bolsonarista e questiona decisões relacionadas à assistência social e à proteção de crianças e adolescentes.

Entre suas declarações, ela critica o que descreve como um corte de 99% nas verbas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) durante o governo de Jair Bolsonaro.

Segundo Tairine, esses recursos são fundamentais para o acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual, violência doméstica e exploração infantil.

A jovem também menciona uma acusação de estupro de vulnerável contra um candidato a vice-presidente e critica a atuação de um político na defesa de um policial envolvido na morte de uma criança de cinco anos.

Inquérito arquivado

Essas afirmações integram o posicionamento apresentado por Tairine no vídeo. As acusações, a identidade dos envolvidos e os dados orçamentários mencionados exigem verificação documental independente e não devem ser tratados como fatos comprovados apenas com base no depoimento.

Formada pela UEM, Tairine desenvolveu projeto de combate à violência sexual infantil

Durante o vídeo, Tairine conta que estudou a vida inteira em escolas públicas e posteriormente ingressou na Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde se formou em Design de Produto.

O tema da violência sexual infantil também marcou sua trajetória acadêmica.

Segundo ela, seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) consistiu no desenvolvimento de um jogo voltado ao combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

“Esse é um tema muito importante pra mim, eu acho que a educação sexual tem que ser amplamente discutida na escola e ensinada de forma correta, porque foi a educação que me salvou.”

Tairine também questiona a defesa do ensino domiciliar, conhecido como homeschooling, por setores políticos. Ela argumenta que a escola pode funcionar como espaço de identificação de situações de violência e proteção de crianças.

No depoimento, a jovem afirma que 76% dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa. O percentual citado por ela também precisa ser confrontado com dados oficiais, considerando o período e a metodologia da pesquisa.

“Eu queria que as vítimas tivessem a oportunidade que eu tive”

Um dos momentos mais marcantes do depoimento ocorre quando Tairine descreve as dificuldades que enfrentou para buscar Justiça.

Ela afirma que precisou de acolhimento, assistência social e acompanhamento jurídico, mas não tinha condições financeiras de contratar um advogado.

Segundo seu relato, um familiar conseguiu custear a assistência jurídica necessária.

“Eu queria que as vítimas de violência sexual, de pedofilia, tivessem a oportunidade que eu tive de colocar o meu agressor na cadeia.”

A jovem afirma que decidiu compartilhar publicamente sua história porque considera necessário ampliar o debate sobre políticas de proteção às vítimas.

“Eu tô me expondo aqui de uma forma que eu nunca me expus antes, mas eu acho que é muito necessário.”

Um apelo pelo voto consciente

Ao encerrar o vídeo, Tairine dirige uma mensagem às pessoas que convivem ou conviveram com ela. Seu pedido é para que os eleitores reflitam sobre as consequências das escolhas políticas.

“Então, você, pessoa que conviveu comigo e convive comigo, pensa bem, não vote por ódio, vote consciente.”

O depoimento reúne uma experiência pessoal, críticas políticas e uma defesa da educação e da assistência social como instrumentos de enfrentamento à violência sexual infantil.

A manifestação representa a posição pessoal de Tairine Gabriela. As críticas e acusações políticas citadas no vídeo não constituem, por si só, comprovação dos fatos mencionados.

Veja o vídeo com o depoimento completo de Tairine Gabriela.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira Jornalista, apresentador e mestre de cerimônias | MTB 0011341/PR Gilmar Ferreira construiu sua trajetória entre redações, estúdios de televisão, emissoras de rádio e eventos. Sua experiência reúne a apuração jornalística, a apresentação ao vivo e a condução de cerimônias, com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Atualmente, é diretor de redação de O Diário de Maringá e atua como mestre de cerimônias em eventos no Paraná e SP. Na televisão, trabalhou como apresentador e âncora na TV Maringá (Band), RIC TV Maringá (Record), Record News (Rede Mercosul) e RTV 10 Maringá. Sua trajetória no rádio inclui passagens, no Paraná, pela Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Em Santa Catarina, atuou na Rádio Menina FM e na Rádio Globo AM, em Blumenau. Em cada formato, Gilmar leva a experiência de quem conhece a notícia desde a apuração até o momento de comunicá-la ao público.

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