Mercado de impressão 3D deve quadruplicar no Brasil até 2034

Mercado de impressão 3D deve quadruplicar no Brasil até 2034


O mercado brasileiro de impressão 3D deve passar de US$730 milhões, em 2025, para US$3,03 bilhões em 2034, segundo projeção da IMARC Group. A consultoria estima crescimento médio de 17,2% ao ano a partir de 2026 e cita entre os fatores de expansão a prototipagem na indústria automotiva, a produção de próteses, implantes e modelos cirúrgicos na saúde e a oferta de impressoras mais acessíveis.

O levantamento também aponta a fabricação local como uma das tendências do setor. Segundo a IMARC, a tecnologia permite que pequenas empresas produzam itens personalizados a um custo menor.

A adoção, no entanto, ainda é restrita. A pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br, mostra que 4% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas realizaram impressão 3D. O índice sobe para 8% entre as que têm de 50 a 249 pessoas e para 10% entre as que têm 250 ou mais.

Entre as empresas que usam a tecnologia, 81% imprimem itens para uso interno, 70% produzem protótipos ou modelos e 21% fabricam peças destinadas à venda.



De olho na expansão projetada para o setor, a Mixtou, e-commerce que reúne categorias como informática, ferramentas, áudio e vídeo e utilidades domésticas, passou a oferecer equipamentos da Creality, incluindo impressoras 3D de filamento e de resina, scanner 3D e máquina de gravação a laser. Fundada em 2014, a fabricante informa ter enviado mais de 6 milhões de impressoras 3D para mais de 140 países.

Segundo César Soares, gerente de e-commerce da Mixtou, a entrada na categoria mira consumidores e pequenos negócios. "A tecnologia ainda está no começo entre as empresas, mas os equipamentos de mesa já atendem quem produz peças sob medida ou cria projetos em casa. Queremos que esse público encontre as impressoras em um catálogo que já conhece", afirma.

Com o mercado projetado para quadruplicar e uma adoção que não passa de 10% nem entre as maiores empresas, o crescimento do setor no país passa pela ampliação do acesso aos equipamentos, um dos fatores de expansão apontados pela IMARC.

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