Instituto Algarve quebra o silêncio e apresenta sua versão sobre a morte de Rosangela Coiado em Maringá
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (2), defesa do Instituto Algarve afirma que paciente sofreu intercorrência cardiorrespiratória durante o procedimento, foi socorrida e morreu no hospital no dia seguinte. Nota também questiona demora na análise de pedido de UTI.
Por Gilmar Ferreira
O Instituto Algarve divulgou nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, uma nota oficial sobre a morte de Rosangela Coiado, de 61 anos, após um procedimento estético realizado em Maringá. O comunicado, assinado pelo advogado Arthur Sian, responsável jurídico pelo cirurgião-dentista Alexandre Algarve e pelo instituto, apresenta a versão da clínica sobre o atendimento e as circunstâncias do falecimento.
Rosangela saiu de Umuarama para realizar o procedimento em uma clínica localizada na Avenida Carneiro Leão, número 563, sala 1610, na região central de Maringá, conforme informações do boletim de ocorrência.
Na nota, o Instituto Algarve manifesta pesar pela morte da paciente e solidariedade aos familiares e amigos.
Instituto afirma que paciente sofreu intercorrência durante procedimento
Segundo o comunicado, Rosangela realizou exames laboratoriais antes da cirurgia, todos com resultados dentro dos parâmetros de normalidade.
O instituto informa que, em 28 de outubro, durante um procedimento eletivo, a paciente apresentou uma intercorrência cardiorrespiratória súbita.
De acordo com a versão apresentada pela defesa, Rosangela estava sob monitorização contínua e acompanhamento de uma médica anestesiologista.
A equipe teria iniciado imediatamente as manobras de reanimação, com utilização de recursos para manutenção das vias aéreas e medicamentos de emergência.
Ainda segundo a nota, os profissionais conseguiram restabelecer a circulação espontânea da paciente. Em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou a transferência para um hospital.
O instituto afirma que Rosangela chegou com vida à unidade hospitalar, onde permaneceu internada por aproximadamente 20 horas.
A morte ocorreu na tarde de 29 de outubro, conforme o comunicado.
Defesa questiona demora na análise de pedido de UTI
Um dos principais pontos apresentados pelo Instituto Algarve envolve o pedido de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo a nota, o hospital solicitou um leito na noite de 28 de outubro. Entretanto, o sistema de saúde da paciente teria analisado o pedido somente por volta do meio-dia seguinte, quase 16 horas depois.
A defesa afirma que o pedido foi negado e considera necessário apurar essa circunstância.
O comunicado não identifica o sistema de saúde responsável pela análise nem apresenta documentos que permitam confirmar, de maneira independente, os horários e os motivos da negativa.
Instituto afirma que causa da morte ainda não foi oficialmente determinada
A defesa também sustenta que, até a divulgação da nota, não havia documento oficial estabelecendo a causa da morte.
Por esse motivo, o instituto contesta conclusões antecipadas sobre uma possível relação entre o procedimento e o falecimento.
O comunicado destaca que a cirurgia ocorreu sob a coordenação de um cirurgião-dentista que, segundo a defesa, possui habilitação em Cirurgia Estética Orofacial e especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
A nota acrescenta que a paciente recebeu previamente informações sobre os riscos inerentes ao procedimento.
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Essas declarações representam a versão do Instituto Algarve e não substituem a apuração médica e das autoridades competentes sobre as circunstâncias da morte.
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Alexandre Algarve teria acompanhado a situação no hospital
O Instituto Algarve informa que o cirurgião-dentista Alexandre Algarve esteve pessoalmente no hospital após a intercorrência e permaneceu à disposição dos familiares e da equipe médica.
A defesa também afirma que a instituição colabora integralmente com as autoridades competentes.
O comunicado encerra informando que o instituto não divulgará detalhes clínicos adicionais, em respeito à família e ao sigilo profissional.
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Leia a nota oficial do Instituto Algarve na íntegra
O Diário de Maringá disponibiliza abaixo o documento original, datado de 2 de novembro de 2026, assinado pelo advogado Arthur Sian, OAB/SP 341.213, responsável jurídico por Alexandre Algarve e pelo Instituto Algarve.
O documento contém sete esclarecimentos sobre o atendimento, a transferência hospitalar, o pedido de UTI e a posição da defesa quanto à causa da morte.
Consultar a nota oficial original do Instituto Algarve
A publicação integral do documento permite que os leitores conheçam diretamente os esclarecimentos apresentados pela instituição, sem alterações em seu conteúdo.



