Marcos Fhormiguieri, da Gazeta do Paraná, diz ter fontes na Polícia que apontam propina de 20% e cobra explicações de Guto Silva

Marcos Fhormiguieri, da Gazeta do Paraná, diz ter fontes na Polícia que apontam propina de 20% e cobra explicações de Guto Silva

O debate sobre o programa de videomonitoramento no Paraná ganhou um novo e explosivo capítulo após declarações feitas pelo jornalista Arcos Fhormiguieri, da Gazeta do Paraná. Em comentário público, ele afirmou que fontes da Polícia Civil e da Polícia Militar relataram a existência de um suposto pagamento de propina equivalente a 20% em um contrato estimado em R$ 500 milhões para aquisição de câmeras de segurança.

Segundo Fhormiguieri, o valor global seria destinado à compra de equipamentos de monitoramento e poderia alcançar meio bilhão de reais. Ele destacou que, de acordo com as fontes mencionadas, a suposta propina chegaria a 20% do contrato, o que representaria aproximadamente R$ 100 milhões.

“Quinhentos milhões de reais pra comprar câmera de segurança. Imaginem. E as nossas fontes, repito aqui, na Polícia Civil e na Polícia Militar, nos dizem que a propina é de vinte por cento. Ora, meus amigos, quinhentos milhões, vinte por cento é cem milhões de reais. Esse é dinheiro pra encher caminhão”, declarou o jornalista.

Durante a fala, ele também cobrou publicamente que o secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva, apresente a ata de registro de preços relacionada ao processo de contratação. Para Fhormiguieri, a divulgação do documento seria fundamental para esclarecer os valores praticados, a metodologia da compra e afastar suspeitas.

A declaração elevou a temperatura política, principalmente porque envolve cifras expressivas e um programa de grande impacto orçamentário. Um contrato de R$ 500 milhões exige não apenas justificativa técnica detalhada, mas também transparência absoluta quanto aos critérios de precificação, escolha de fornecedores e eventual abrangência nacional do sistema.

Até o momento, não há confirmação oficial de irregularidade por parte das autoridades competentes, tampouco posicionamento público detalhado do secretário mencionado sobre as afirmações específicas feitas pelo jornalista.

Especialistas em gestão pública apontam que, em contratos dessa magnitude, é comum a utilização de atas de registro de preços para viabilizar compras em escala, mas a legalidade do procedimento depende da correta formalização, da publicidade dos atos e da compatibilidade dos valores com o mercado.

Diante da gravidade das declarações, cresce a expectativa por esclarecimentos oficiais. Se as afirmações não forem verdadeiras, a divulgação integral da documentação pode encerrar a controvérsia. Caso contrário, a situação pode evoluir para investigações formais.

O que está em jogo não é apenas um contrato de alto valor, mas a credibilidade da gestão pública e a correta aplicação de recursos que pertencem à sociedade.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

Notícias de Maringá e região em primeira mão com responsabilidade e ética

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *